kazumeyura Kazume Yura

Bakugou definitivamente não deveria ter saído de casa naquela sexta feira a noite, poderia ter ficado estudando as matérias da faculdade ou ver coisas aleatória na internet, qualquer coisa ao invés de deixar ser arrastado pelos amigos àquela festa de república. Mas, se não fosse por aqueles idiotas jamais teria vivido a melhor e mais estranha noite de sua vida, ao lado daquele homem lindo; um desconhecido que por quem se apaixonou em uma festa. *casal principal todobaku ♡ / kirikami/ shindeku.


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 18-Jährige.

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Apenas um estranho

    De todos os lugares que poderia ir em uma noite de sexta feira, aquele definitivamente era o último que gostaria de estar.

    Bakugou se espremeu pela quinta vez em meio ao grupo de pessoas que dançavam esfregando-se uma nas outras, tentando manter sua cerveja intacta no copo plástico enquanto procurava pelo ruivo. Maldita hora que aceitou ser arrastado pelos amigos até aquela festa.

     As músicas que tocavam não eram do seu agrado, ou mesmo conhecia aquelas pessoas. A porra daquela casa de república estava abarrotada de gente de todas as turmas da Universidade, que apenas circular por ela era sufocante.

  Após algumas cotoveladas e estresse acumulado por diversos pisões recebidos, ele conseguiu sair até os fundos da casa. E se antes o loiro achou que lá dentro era ruim, foi porque ainda não tinha visto o estado dos que estavam do lado de fora.

   Haviam uma duzia de pessoas jogadas ali no gramado, nitidamente bêbadas - as que estavam "bem", pois outras colocavam o estômago do avesso em cima dos pobres anões de jardim, enquanto casais literalmente se comiam pelos cantos sem pudor algum, com o característico cheiro de erva pairando no ar os embalando naquela loucura.

    Bakugou continuou vasculhando o redor com o olhar, e a cada minuto a mais que passava ali, mais desejava estar na sua cama. Até avistar enfim, a cabeleira vermelha chamativa presa em um coque frouxo do bastardo à beira da piscina, bebendo distraído com o outro puto.

    Kirishima quase não aparentava sinais de estar bêbado, bem diferente de Kaminari; que já se apoiava nos ombros do ruivo para não cair.

    - Katsukiii!

   Kaminari o chamou assim que o viu, e abriu um sorriso animado; talvez brisado.

   - Vish pela cara de bosta, certeza que tomou um fora de alguém.

  - Primeiramente, vai se fuder - Bakugou tirou a garrafa da mão do loiro a virando em um gole, e virou-se para Kirishima. - E segundo, tem a merda do celular pra quê se não atende, hein caralho?!

    - Foi mal, fiquei sem bateria. Tá tudo bem cara? - Kirishima sorriu de lado, o cutucando. - Ei, eu te trouxe aqui justamente pra se divertir e enturmar, lembra?

     Bakugou revirou os olhos.

   - Nossos conceitos de 'diversão', são bem diferentes - deu de ombros, procurando algo a sua volta. - Ué, cadê a porra do Sero?

  - Ah, ele tá lá dentro conversando com a Jirou. - Kaminari comentou, tomando o cigarro dos lábios do ruivo que o xingou. - Disse que precisava pegar um bagulho importante com ela, ou algum caralho assim.

      Bakugou sabia bem o que o outro tinha ido pegar com a garota. Mas, no momento sua vontade de ir pra casa era maior do que querer ficar chapado.

    - Certo, vou atrás do Zé droguinha. E depois vamos cair fora daqui, ouviram?

    Kirishima concordou com a cabeça, pegando seu cigarro de volta do loiro.

  - Mano, aproveita e trás algumas cervejas também. Já que alguém acabou com as minhas.

    O ruivo fuzilou Kaminari, que fingia não ser com ele debruçando-se ainda mais em seus ombros.

    - Foi só uma, seu cuzão!

  - Fora as outras vinte que você já tomou, né animal?! - Kirishima suspirou cansado, com o loiro lhe cutucando as bochechas. - Tô vendo a merda que isso vai dar.

  Bakugou riu daquela cena, e aproximou-se do amigo também.

    - Se vira, ser babá do Denki sempre foi sua função.

   Ele deu tapinhas de incentivo nas costas do ruivo, que revirou os olhos.

   - Porque eu ainda sou seu amigo mesmo?

   - Por que estou indo buscar suas cervejas.

  Bakugou piscou e se afastou deixando os dois ali, voltando para o interior da casa.

(...)



   Passou dez minutos procurando pelo moreno em meio a suor, gente gritando, gente caiando no chão alcoolizada. Andou por quase todos os cômodos do primeiro andar, e nada do amigo.

  Com o limite de paciência se esgotando, Bakugou entrou na primeira porta que viu à sua esquerda. Precisava sair do meio daquela muvuca de gente insana.

   - Tenho que dar o fora dessa merda antes que fique louco também!

     O loiro fechou a porta atrás de si, abafando o som estridente da batida eletrônica e respirou aliviado por se livrar do caos.

    - Engraçado, então somos dois.

   Bakugou olhou assustado na direção de onde veio aquela voz, surpreendendo-se por não estar sozinho dentro do cômodo.

    Sentado em cima do balcão da cozinha, um homem alto de cabelo uniformemente divido, um lado branco e outro vermelho, bebia despreocupado algo que o loiro julgou ser whisky e balaçava relaxadamente as pernas bem torneadas naquele jeans escuro todo rasgado.

  A única palavra que veio na mente de Bakugou no momento para defini-lo era; sexy pra um caralho. Mas, ele já havia conhecido diversos caras bonitos, apenas mais um rostinho não ia fazê-lo babar feito imbecil por um desconhecido em uma festa.

    - Aquilo lá fora é a verdadeira visão do inferno, isso sim.

   Bakugou passou as mãos pelo cabelo soltando um suspiro exasperado, tirando um riso anasalado do outro.

   - Bem vindo a noite de recepção dos calouros - ele zombou, lhe estendendo a garrafa. - Relaxa, você tá seguro agora. Aceita?

 Bakugou aproximou-se desconfiado, e encostou ao seu lado no balcão de mármore preto.

   - Um estranho dizer isso não tem nada de seguro, não acha?

  Mas pegou a garrafa mesmo assim, dando um longo gole sob o olhar divertido daquele homem excêntrico.

     - Shoto Todoroki.

  Por algum motivo aquele sobrenome lhe soou familiar.

  Ele inclinou-se em sua direção fazendo alguns fios lisos caírem em cima dos olhos, que Bakugou notou possuir cores distintas. A respiração quente do outro próxima o suficiente do seu pescoço, lhe causou um arrepio bom.

    - Mas também não é nada seguro eu ficar aqui dentro sozinho com um estranho, não acha? - Todoroki disse.

   Bakugou virou-se para o bicolor olhando-o de perto, e como se não bastasse, seu rosto era igualmente bonito. O maxilar bem definido, a pele incrivelmente branca intensificando a vermelhidão que aqueles lábios finos tinham. Até mesmo a leve cicatriz que cobria seu olho esquerdo adicionava certo charme e, além de seu olhar frio de desinteresse lhe dar uma certa aura de 'perigo não se aproxime'.

 Tudo naquele homem era fodidamente atrativo. Merda, talvez agora ele estivesse mesmo babando por alguém que tinha acabado de conhecer.

    - K-katsuki Bakugou.

     Quis se bater no mesmo instante por gaguejar, que ridículo. O loiro virou mais alguns goles generosos da bebida amarga, disfarçando seu constrangimento.

    Todoroki escorregou da bancada até o chão, ficando na sua frente.

    - Hm, você não é calouro pelo jeito... - ele tirou a garrafa da mão de Bakugou, a levando aos lábios.

   E passou a língua pela borda bebendo o líquido diante dos seus olhos, de uma forma que o loiro podia jurar que este estava lhe provocando.

    - Né, Katsuki?

     Bakugou engoliu seco em ouvir seu nome sendo pronunciado pela voz rouca do bicolor. Já não tinha mais dúvidas, ele estava mesmo o provocando. Maldito.

   - Não, eu tô no terceiro ano já - disse, e agradeceu mentalmente por ter conseguido responder sem se deixar levar pelos estímulos que ele lhe causava.

  Todoroki apoiou as mãos no mármore do balcão, uma de cada lado do seu quadril, mas ainda deixando um bom espaço entre eles.

  - Sério, e qual curso você faz? - perguntou parecendo curioso.

     Foi a vez de Bakugou revidar. Ele arqueou uma sobrancelha e se inclinou um pouco, um sorriso convencido abrindo caminhos em seus lábios.

   - Porque não tenta adivinhar, hein espertinho?

      Disse vacilando por um minuto em sua pose arrogante, com o olhar nada discreto que recebeu em seguida de Todoroki percorrendo todo o seu corpo.

    - Olha, julgando pelo físico diria que tá no curso de Educação Fisica. Tô errado?

    - Devo levar isso como um elogio, é? - Bakugou provocou, vendo o outro apenas abaixar levemente a cabeça e rir contido.

      - Touché.

    Céus, como ele conseguia ir de sensual pra caralho, para alguém extremamente fofo em segundos. Só poderia ser algum tipo de mistura perfeita entre um anjo e demônio.

    - Mas, respondendo sua pergunta - Bakugou continuou. - Eu faço Engenharia Aeroespacial.

     Todoroki arqueou as sobrancelhas.

  - Uau, além de tudo é inteligente? Interessante.

  - Qual foi? Ficou surpreso porque, meio-a-meio?!

    Bakugou retrucou e empurrou de leve seu ombro. O bicolor ergueu as mãos em sinal de rendição.

   - Ok, confesso que esperava mesmo que tivesse algum defeito. Porque ser bonito desse jeito e ainda inteligente é algo meio injusto, convenhamos né?

   Todoroki avançou, seu rosto a meros centímetros do loiro, o qual se encontrava com o pulso acelerado pela proximidade.

    - ..E sim, você deve levar isso como um elogio. - ele sussurrou aquelas palavras.

      E um rubor se alastrou-se até o seu pescoço. Bakugou não pode conter sua mente de criar expectativas de ser fodido ali mesmo naquele balcão só com a visão daquele homem.

    Ele sabia que poderia simplesmente fechar a mínima distância que tinha entre eles e conseguir algo que não imaginou que ansiava tanto, porém, no momento que ia fazê-lo Todoroki estendeu o braço na sua frente e retirou da tomada um celular que carregava atrás do loiro na bancada, e afastou-se ao guardá-lo no bolso da jaqueta que usava.

    Bakugou tentou ignorar a pontada de desapontamento que deu em seu peito com aquilo, e pegou a garrafa que o outro havia deixado voltando a beber.

    - Bem, te vejo por ai, gênio.

    Todoroki piscou divertido, saindo da cozinha o deixando ali sozinho.

(...)



    Bakugou não sabia dizer o que tinha piorado ainda mais seu humor. O pequeno 'fora' que levou na cozinha, ou o fato de ter perdido a noção do tempo que passou procurando pelo ruivo, que adivinhem, havia sumido de novo.

   Desta vez, tanto ele quanto Kaminari tinham desaparecido da festa, e levado Sero para o quinto dos infernos juntos deles, pois também não tinha nenhum sinal do moreno desde àquela hora.

   Bakugou se arrependia de não ter socado a cara de Kirishima, quando lhe tirou da sua cama para arrastá-lo até ali. Numa hora dessas, ele podia estar no seu décimo sono, feliz e contente.

    Ao sair pela porta da frente da casa, uma pessoa esbarrou de costas nele, surgindo do nada e derrubando seu copo, o líquido pulando para fora da borda molhou toda a sua camiseta. Ótimo, era só o que lhe faltava para fechar sua noite.

   - Meu deus, moço me desculpa! - a morena de cabelos curtos, se virou o olhando preocupada. - Não era minha intenção.

      - Tck. Tá de boa, não se preocupa.

    - E-eu posso pegar algo lá dentro pra você vestir..- passou suas mãos sobre a camiseta molhada do loiro, insegura sobre o que fazer. - Ou posso lavar ela se você quiser.

    Bakugou segurou suavemente as mãos da garota, chamando atenção dela.

   - Sério relaxa, não precisa mesmo valeu - suspirou cansado as tirando do seu peito. - Só quero achar o desgraçado do Kirishima e cair fora dessa merda.

   - Ah, você também faz parte da república dele? - ela perguntou, parecendo querer puxar assunto. - É que eu nunca te vi pelo campus antes.

     - Faço, mas eu me transferi para cá no começo desse semestre, na verdade não sou daqui.

  O loiro respondeu meio sem interesse no rumo da conversa, sentia sua cabeça começar a girar pelo o álcool.

     - Olha só, primeira festa do garoto aqui na cidade e você já tá ai tentando fisga-lo. Não perde tempo mesmo hein, Ochako?

  A risada divertida de Jirou que chegou passando um braço pelo ombro da morena, a fez ficar vermelha.

    - Jirou!

   A tal de Ochako brigou com a amiga, mas Bakugou apenas ignorou o comentário. O loiro ficou aliviado por finalmente encontrar um rosto conhecido, ele virou-se num misto de irritação e desespero para a garota.

  - Ei Jirou, me diz que você viu aqueles putos em algum lugar?

   Ela também cursava Audiovisual junto de Kaminari, e era quem dava a festa de boas vindas aos novos alunos na sua república aquela noite. E, a última esperança do loiro em descobrir onde aqueles desgraçados estavam.

   - Você fala do Denki? - ele concordou. - Foi mal cara, eu vi o Kirishima carregar ele pra fora já faz alguns minutos e não os vi mais depois disso.

    Bakugou saiu bruscamente até a calçada, quase derrubando os latões de lixos do gramado e ignorando as preocupações das duas garotas atrás de si.

    Ele correu até a esquina, onde o ruivo estacionou o carro quando chegaram, na esperança de encontrá-los a tempo. Porém não tinha nada ali.

      Lascado, era isso que ele estava.

     Bakugou começou a procurar pela rua ao redor da república, enquanto tentava ligar para os amigos sem sucesso e a cada segundo que passava ele ficava mais frustrado e puto; extremamente puto. Não tinha a menor idéia de como andar por aquele bairro até a sua casa sem o ruivo, nunca havia ido aquela parte da cidade e pelo horario, nem o metrô poderia usar.

     E só para 'ajudar' na sua situação de bosta, além de estar enxarcado, começava a sentir-se tonto; misturar cerveja com whisky não foi uma boa idéia. Ele sentou-se na calçada do outro lado da rua, de frente para a república.

   Bakugou passou as mãos pelo cabelo irritado, deixando uma série de palavrões escaparem por seus lábios e amaldiçoando até as proximas reencarnações de Kirishima, quando alguém sentou do seu lado lhe tocando o ombro.

    - Katsuki?

   O loiro se virou pronto pra socar quem fosse o maldito, mas parou imediatamente quando seus olhos se encontraram com o azul e cinza, novamente tão intensos e próximos de si como algumas horas atrás.

   - Você tá bem? - Todoroki perguntou.

  - Tô com cara de quem tá bem por acaso, porra?

     Em outras circunstâncias, Bakugou teria sido mais amigável, mas não com a cabeça quente no momento após os acontecimentos daquela noite. E só de olhar para aquele homem de novo na sua frente depois de ter se sentido 'dispensado', também não ajudava em nada no seu humor.

  Todoroki não se intimidou pela resposta grossa do outro, com a mão ainda em seu ombro aproximou-se um pouco mais do rosto corado do loiro devido a bebida; ou vergonha.

     - Tá com cara de quem esta bem na merda, na verdade - respondeu irônico.

   - Me diga algo que eu não sei, Sherlock! - Bakugou afastou a mão do bicolor, deitando-se de costas no chão. - Eu tô é realmente fodido, isso sim.

     O loiro rosnou cobrindo o rosto com as mãos derrotado, e um pequeno silêncio instalou-se entre eles.

   Todoroki acendeu um cigarro, fitando sem interesse o movimento das pessoas na festa do outro lado.

    - Me disseram que é novo aqui na cidade - comentou de repente, atraindo a atenção do outro. - Você tá perdido, é?

        Bakugou fitou surpreso de canto o bicolor tragar a fumaça distraído, e algo dentro do loiro se revirou com aquela informação. Então Todoroki andou perguntando sobre ele na festa depois de terem se encontrado, não queria admitir, mas isso fez uma pontada de satisfação tomar seu interior e um sorriso minimo formar-se em seus lábios.

     - Sim, minha carona me deixou - encarou o bicolor arqueando uma sobrancelha. - E tudo por culpa de um idiota que me distraiu na cozinha.

     Todoroki riu, mais uma daquelas risadas anasalada, que o loiro começava a ver como um charme do maior. Ele deitou-se do seu lado no chão, virando o rosto para encará-lo.

     - Então me deixa te levar pra casa, para compensar.

   - Até parece que vou deixar um estranho me levar embora assim - Bakugou revirou os olhos. - Vai sonhando meio-a-meio.

   Não que a idéia não fosse tentadora, pelo contrário, era até demais e era esse o problema.

   Todoroki inclinou o rosto em direção ao seu, prendendo o loiro no magnetismo que aqueles malditos olhos pareciam ter.

    - Pensei que eu não fosse mais um estranho pra você, Katsuki - o provocou com um sorriso convencido.

     - Tck.

  Bakugou bufou levantando-se, bambiando um pouco.

  - Mas se não quer, tudo bem eu entendo - Todoroki se levantou também, ficando na sua frente. - Boa sorte aí em descobrir o caminho pra casa sozinho.

     As palavras cheias de sarcasmo e a falsa cara de inocente do bicolor, irritaram Bakugou que segurou-se para não bater a cabeça do bastardo contra o asfalto. Mas quem ele queria enganar, era mais do que óbvio que o loiro queria aquilo.

      - Tá, caralho! Eu aceito a merda da carona - rosnou frustrado.

     E Todoroki o olhou parecendo se divertir, o que só irritou ainda mais o outro.

    - Mas se tentar alguma gracinha pra cima de mim, eu arrebento essa tua cara perfeita meio-a-meio!

     Todoroki arqueou uma sobrancelha fina, cruzando os braços.

      - Isso foi uma forma de dizer que me acha atraente, é?

    - Vou fingir que não ouvi nada - Bakugou revirou os olhos, o empurrando de leve. - Agora, será que da pra irmos logo nessa porra!

       O bicolor sorriu de canto, e o levou até algumas casas abaixo naquela mesma rua. Ele destrancou a moto ao apertar a chave, e as luzes de uma Harley Davidson preta cromada estacionada no meio fio se acenderam.

      - Sorte a nossa que eu trouxe um extra comigo hoje.

     Todoroki desprendeu da garupa, um capacete preto todo aberto na parte da frente e lhe entregou.

        - Não esqueça de o prender bem.

  Bakugou o pegou bufando, colocando de qualquer jeito na cabeça.

       - Você por acaso é a minha mãe é, cacete?!

        - Tck. Tá fazendo errado, idiota.

     Todoroki envolveu as mãos do loiro, entrelaçando seus dedos enquanto o ajudava a prender a fivela com o rosto perigosamente perto.

     - Tem que apertar a trava desse jeito, ou ele não fica firme. Viu só?

 Bakugou apenas acenou positivamente com a cabeça, totalmente desconcertado pela aproximação. Mas, sentou-se no garupa fechando a cara de novo.

       - E aí, a gente vai hoje ou tá dificil? - questionou vendo o bicolor ainda em pé.

       - Espera.

        Todoroki tirou sua jaqueta escura, ficando somente com uma espécie de moletom cinza de manga comprida que usava por baixo e a jogou por cima dos ombros do loiro, cobrindo-o.

       - Só coloca isso antes.

       - Não precisa, eu não tô com frio!

   Bakugou tentou recusar, mas o maior tocou a camisa colada em seu peito e subiu com a mão até sua bochecha.

    - Não agora. Mas você tá todo molhado e com certeza irá ficar depois.

   Como Bakugou poderia resistir àquele olhar gentil e o toque suave daqueles dedos quentes sob a pele gelada do seu rosto, num gesto totalmente carinhoso. Aquilo era bom.

Sem perceber suspirou baixinho em satisfação.

       - Mas, e você? - o loiro afastou-se a contra gosto, vestindo por fim a jaqueta que lhe cobriu até as coxas.

       Todoroki sorriu subindo na moto, e vestiu um capacete igual ao que o menor usava.

      - Eu tô acostumado com o frio - ele piscou para Bakugou, dando a partida.

       Sem dúvidas a resposta na mente de Bakugou, era não, ele não poderia resistir aquele homem; ao menos queria. E mesmo que a sua conciencia o advertise lá no fundo, agora já era um pouco tarde demais, quando Todoroki arrancou enfim pela rua.

20. Mai 2018 07:30:22 0 Bericht Einbetten Follow einer Story
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