jackehina Jacqueline Sousa

Sobre o duque, ele é um homem muito atraente, carrega nos cantos de seus lábios o mais belo sorriso. Mas que por dentro, se mostra um homem duro e cheio de luto. Namikaze Naruto já fora de muitos amigos e conversas, mas que hoje é mais um solitário perdido no sentido da vida. O que o tornou tão amargurado? O medo e seus danos. No meio de sua solidão, ela chegou como um raio de esperança. (Casal principal: NaruHina Secundário: KonoHana)


Fan-Fiction Alles öffentlich.

#Naruto NaruHina KonoHana
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Capítulo I

Nota inicial: Olá *-*

Estou trazendo a primeira longfic pra esse site, espero que gostem. 

Boa leitura!


∬O Duque ∬



Março de 1837

A carruagem balançava deliberadamente por conta dos buracos da estrada norte. A única iluminação era do lampião que estava pendurado próximo ao cocheiro e da própria lua. Dentro da cabine, havia somente uma pessoa, um homem que tentava a todo custo tirar um cochilo, mas sem sucesso.

De repente, a carruagem começara a ganhar embalo, assustando o passageiro que fora arremessado para o assento à sua frente, batendo com força a cabeça. Mas antes que tivesse qualquer raciocínio, seu corpo fora jogado para cima, batendo no teto, e depois para baixo. A carruagem estava caindo, e a última coisa que o homem fez fora pedir ajuda, antes de seu corpo ser arremessado para fora.





Uma jovem de cabelos castanho-escuros tirou seu vestido de tecido simples, sem nenhum crinolina e jogou-se no rio apenas com suas roupas íntimas.

— Hanabi, e se alguém a ver assim? – questionou preocupada uma outra jovem, de cabelos preto-azulados, que caminhava tranquilamente.

— Sabes que não há ninguém aqui nesse fim de mundo – disse a jovem, passando as mãos pelo cabelo, tirando os fios que grudaram em seu rosto.

— Mesmo assim, tens que tomar cuidado. – Hanabi deu de ombros.

— Venha, a água está quentinha. – A outra negou e sentou-se na areia, deixando que os raios solares a aquecesse. ­— Anda, Hinata – insistiu a garota, jogando água em sua irmã.

Hinata olhou semicerrado para a mais nova, que mesmo com a cara de mau-humor da irmã, não se importou e continuou insistindo. Bufando contrariada, Hinata levantou-se e adentrou o rio, porém, vestida. As duas irmãs começaram a jogar água uma na outra, se divertindo. Fora uma tarde agradável. Não tardou muito para que ambas se cansassem e voltassem para casa. Entre sorrisos e conversas à toa, as jovens adentraram a humilde residência, encontrando seu pai sentado na velha cadeira de balançar, olhando o sol se pondo pela janela. Divagando.

— O senhor está bem? – indagou Hinata, aproximando-se de Hiashi. Ultimamente seu pai andava muito cansado, mais do que o normal.

O Hyuuga desviou o olhar da janela e deu atenção a sua filha mais velha.

— Estou bem. Apenas pensando no futuro. – A voz de Hiashi saiu arrastada. — Estava no rio de novo?

Hinata olhou para seu vestido molhado e sorriu sem graça.

— Vou preparar a janta – disse por fim, afastando-se de seu pai e indo em direção a cozinha. Hanabi já havia sumido; na verdade, ela sabia muito bem onde sua irmã estava. Suspirando alto, começou a cortar os legumes, e notou que seu pai já havia acendido o forno-a-lenha.

Após terminar a janta, a morena fora até a sala chamar seu pai e em seguida até o quarto onde Hanabi se encontrava.

— Sabia que encontraria aqui. – A menor olhou assustada para irmã que estava parada no batente.

— Quer me matar? – disse raivosa a mais nova.

Hinata caminhou até a irmã que estava sentada em uma cadeira ao lado da cama, onde um homem parecia dormir tranquilamente.

— Será que ele vai acordar algum dia? – indagou Hanabi, olhando vagamente para o rapaz.

— Acredito que sim – respondeu Hinata.

— Já faz duas semanas. Estou começando a acreditar que não. – A voz da menor saiu falhada enquanto olhava o homem deitado na cama, inconsciente. Ela pôde notar a beleza deste. Parecia muito novo. — Será que há alguém o procurando? – Hanabi desviou o olhar do rapaz para sua irmã.

— Com certeza – disse confiante a mais velha. — Logo ele acordara e poderá encontrar a família dele. – disse por fim.

— Espero que sim.

— Venha o jantar está pronto. Também fiz uma sopa, poderá dar para ele comer. – Hanabi assentiu, levantando-se da cadeira, mas antes de sair do quarto, deixou seu olhar cair novamente sobre o homem.

Era uma mesa de madeira bem velha e acabada, com seis lugares. Hinata com um pano em mão, colocou a última panela sobre a mesa, sentando-se em seguida. O sitio dos Hyuuga ficava em lugar muito afastado, a residência mais próxima ficava a seis quilômetros. A casa era bem humilde, feita de barro e palha. Apesar de não esbanjar luxo, Hiashi e suas filhas nunca passaram fome, pelo contrário. O velho homem agradecia aos céus por suas duas filhas, que sempre cuidaram dele. Ainda mais depois de perder o primogênito e a esposa por conta de uma virose.

— Senhor meu pai, não havia ninguém procurando o homem na cidadezinha? – questionou Hanabi, terminando de colocar a comida em seu prato.

— Como disse antes, ninguém sabia sobre esse homem. Acredito que ele não seja dessas bandas – disse Hiashi, pegando o prato de comida que Hinata havia colocado para ele.

Um silêncio se instalou no ambiente por alguns minutos, onde o único som que se ouvia era dos talheres e dos grilos.

— Quem será que ele é? – indagou pensativa a Hyuuga mais nova.

— Saberemos no momento certo, Hanabi – respondeu Hinata, mas antes que ela sequer levasse a comida a pouca, Hiashi começara a tossi. — Meu pai!

Ambas as jovens levantaram para acudir o velho Hyuuga, que tossia cada vez mais forte.

— Meu pai, pelo amor de Deus. Hanabi pegue mais água. – ordenou desesperada Hinata.

A mais nova correu até a jarra de barro, colocando água no copo.

— Estou bem. - Hiashi afastou as mãos de Hinata, levantando-se cambaleando.

— O senhor não está bem. Beba água – disse Hanabi, estendo o copo d’ água.

O Hyuuga pegou o copo e bebeu.

— Sente-se, meu pai. – Hinata pôs uma das mãos nas costas do mais velho.

— Eu estou bem. Vou me deitar – disse por fim Hiashi, estendo o copo para Hanabi e saindo rumo ao quarto.

Quando Hiashi não estava mais presente, Hinata olhou para sua irmã que tinha o olhar tão perdido como ela. Seu pai não podia adoecer, não agora. O coração da mais velha palpitou fortemente em seu peito. A ideia de perder seu pai era apavorante.

— Hinata? – A voz baixa e desesperada de Hanabi só fez com que seu coração acelerasse.

Em resposta ao desespero de sua irmã, a Hyuuga só abraçou a mais nova. Se alguma coisa acontece com seu pai, Hinata não sabia o que seria das duas.



Dentro daquele recinto, havia somente uma cama velha e uma cômoda no mesmo estado. Jazido sobre a cama, o jovem rapaz mexeu fracamente uns dos dedos. Ele tentava a todo custo abrir os olhos, mas era como se algo mais forte o impedisse. De repente, sentiu alguém próximo de si, uma pessoa com um aroma diferente; não era doce, todavia não era ruim. Sentiu algo entrando em sua boca, era um líquido com gosto, como era o nome que se dava àquilo? Cenoura, Batata. Talvez, fosse os dois. Tentou novamente abrir os olhos, mas fora em vão. Após algum tempo, o aroma sumiu. Então, ele se entregou a escuridão novamente.



Na manhã seguinte, Hinata levantou-se cedo para ajudar o pai na colheita. O café da manhã era por conta de Hanabi, então a jovem também levantara cedo. Enquanto sua irmã fora com seu pai, a mais nova começou a cuidar de seus afazeres, limpando o forno-a-lenha e as camas. O almoço também era responsabilidade dela. Enquanto ajuntava a louça para lavar no rio mais tarde, ela lembrou-se que não havia dado nada de comer para o homem inconsciente. Pegou um copo e encheu de leite, seu pai havia dito que tudo que era líquido era bom para dar ao rapaz.

A Hyuuga caminhou até o quarto, colocando o copo de leite na pequena cômoda enquanto trocava o pano na testa do jovem. Após fazer isso, ela sentou-se na beira da cama, encaixando o copo nos lábios do homem. Por um momento, Hanabi deixou se perde nos lábios carnudos, queria tanto que ele acordasse. Não sabia ao certo o porquê, mas havia se encantado pelo rapaz. Talvez fosse a beleza deste. Ela não podia negar o quanto ele era bonito, mesmo inconsciente. Sem perceber acabou deixando o leite entornar em seus braços.

— Preste atenção, sua anta – bravejou-se consigo mesmo enquanto limpava o braço.

— Não és uma anta. – A voz fraca, mas máscula, a assustou, fazendo ela levantar-se rapidamente da cama, quase caindo ao chão.

— Meu santo Deus, o senhor está vivo! – disse, pasma.

O homem sorriu fracamente, ele sentia seu corpo doer, não mais que sua cabeça.

— Aonde estou? Quem é a senhorita? – questionou perdido o rapaz.

Ainda assustada, Hanabi levou um tempo para raciocinar. Seu coração estava acelerado.

— Senhorita, por favor, poderia me responder? – Os olhos da Hyuuga estava arregalados. Ela olhou para trás, podia sair correndo. Ela estava sozinha com um desconhecido. Ele não era mais o homem inconsciente. — Não vou lhe fazer mal, porque sequer consigo levantar da cama – completou o rapaz, vendo o estado assustado da menina.

— Eu... como se chama? – questionou desesperada. Ele pareceu hesitar por um momento.

Como ele se chamava mesmo? Ko... Kono... sua cabeça começou a dar pontadas fortes e dolorosas. Como ele se chamava? O desespero se instalou em seu corpo. Ele precisava lembrar seu nome.

— Kono... eu não me lembro – disse exasperado.

— Tudo bem. O senhor bateu com força a cabeça, deve ser por isso, mas logo se lembrará. – Tentou acalmá-lo. — Meu pai já deve estar chegando, ele falará com o senhor. Se me dá licença, tenho que começar a preparar o almoço – disse rapidamente a Hyuuga, saindo o mais rápido possível do quarto. Sem dar chance do rapaz lhe disser alguma coisa a mais.

A mais nova correu para cozinha, olhando para trás somente depois de sua chegada. Ele havia acordado. Seu coração palpitava fortemente. E agora? Sua mente fervilhava, pegou a lenha que estava no canto da parede e colocou no forno, acendendo em seguida. Precisava fazer logo o almoço, antes de seu pai chegar.



A morena estava toda suja, não via a hora de chegar em casa e poder tomar um bom banho. Desfez o laço de seu chapéu assim que estava próxima de casa, deixando que seu longo cabelo dançasse o vento. Esperava que Hanabi não tivesse atrasado o almoço. Olhou para seu pai que cavalgava a seu lado. Eles tinham apenas dois cavalos sem raça, mas que era de boa ajuda.

— O senhor está melhor, meu pai? – indagou enquanto se aproximava da casa. Hiashi não havia tocado no ocorrido de ontem à noite.

— Estou bem, já lhe disse. Não me aperre com esse assunto – ralhou o Hyuuga.

Hinata apenas assentiu. Não era bom contrariar seu pai. Desceram dos cavalos, os soltando em seguida para andar pela propriedade. Antes mesmo que pisassem o pé dentro de casa, Hanabi veio correndo em encontro.

— Ele acordou! – gritou a mais nova.

— Quem acordou? – indagou Hinata, perdida. Hiashi passou pelas duas, adentrando a casa rapidamente. Hanabi olhou para irmã, como se não acreditasse na pergunta tola que ela fez. Não esperando a mais velha compreender, Hanabi correu para encontrar o pai.

Quando a menor entrou no quarto, Hiashi já estava falando com o rapaz.

— Eu lhe encontrei próximo de uma ribanceira, desacordado. – Contou com eufemismo.

— Quantos dias estou desacordado? – indagou preocupado o jovem.

— Fazem mais de duas semanas – respondeu pragmático o mais velho.

O rapaz respirou fundo. Mais de duas semanas desacordado. Céus!

5. März 2018 22:39:08 1 Bericht Einbetten 4
Fortsetzung folgt… Neues Kapitel Alle 30 Tage.

Über den Autor

Jacqueline Sousa Uma eterna apaixonada por NH ❤

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Post!
Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
Aaaaaaaaaa minha bebê aqui também! Saudades O Duque!
March 05, 2018, 22:49
~

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