sophialoren Sophia Loren

Taro Kagami não imaginava que aqueles poucos segundos fossem lhe apresentar tamanho horror e desespero. E o pior era contar com ajuda de um terceiro, que não sabia se iria concretizar seu simples pedido. | Death Note Episode Zero |


Fan-Fiction Anime/Manga Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

#angst #drama #spoiler #Death-Note-Episode-Zero #death-note
Kurzgeschichte
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Capítulo Único: O menino Taro

Taro Kagami estava muito aterrorizado. Se pudesse descrever o que tinha em sua visão, diria que era terrivelmente assustador e inimaginável.

Caos, gritos agonizantes, destruição, desesperança… Dor ou pelo menos algo que lembrasse a dor. Um odor fétido que dava ânsia de vômito. Mesmo que ele já não tivesse um estômago ou vias aéreas.

Logo à sua frente havia um enorme portão, sujo, com plantas mortas, grandes portões e enormes letreiros, que diziam em uma língua estranha para o menino, mas que era entendível as seguintes palavras: “Deixai toda esperança, ó vós que entrais”.

Taro deu dois passos para trás. Tentava encontrar algum outro caminho para ir, mas não havia. Era só aquele portão tenebroso, com aquele destino horripilante.

Não tinha esperança. Não havia redenção ou perdão.

Aqueles montes do que em vida deveriam ser pessoas, mas agora eram só um emaranhado de almas… Eram almas? Se perguntou. Deveriam, já que estava no pós vida (ou seria pós-morte o termo certo?). Eram muito grotescas e sem forma. Uma massa horripilante, como aqueles filmes antigos de terror... Não... Muito pior do que eles.

Ao longe no seu lado direito, podia-se ver algumas massas daquelas coisas formarem três filas. E em um borrão se via três pessoas em trajes sociais, que destoava com todo o resto.

Não fazia sentido.

— Ryuk! — chamou em vão, tentando buscar um pouco de sentido naquilo tudo. Mas é claro que aquele deus da morte não estaria ali para ajudá-lo.

Sua vontade era de correr. Mas sabia que não tinha para onde. A menos que seu colega de classe, Miura, não fosse um covarde assustado e apagasse seu nome no Death Note.

E se lembrar que tudo aquilo era para provar aos detetives de polícia que era o caderno que estava matando as pessoas… Pelo menos em parte, já que precisava alguém escrever nele.

Tudo o que fizera era para escapar e proteger seu próprio Death Note. Mas teria sido em vão se Miura não usar a Death Eraser...

Subitamente sentiu o seu ar voltar em seus pulmões, acordando segundos depois naquela pequena sala da delegacia. Taro sentia letargia em seu corpo, como se sofresse uma reprogramação para o retorno da vida.

O menino sentiu um alívio gigantesco. Quase chorou, mas precisava manter-se calmo. E foi isso que fez. Logo perguntando sobre o caderno e se eles, os investigadores, acreditavam neles.

Yamanaka, o inspetor, Takagi, o segundo investigador, e seu colega Mikura se encontravam aterrorizados e surpresos. Rapidamente os dois adultos tomaram o caderno e decidiram que ambos os meninos não sofreriam nenhum tipo de processo penal, como haviam prometido anteriormente… E nem tinha como tudo aquilo ir a um tribunal mesmo. Ninguém acreditaria naquilo.

Os detetives destruíram o maldito Death Note em uma lareira da Central de Polícia. E o caso morreu ali. Pelo menos eram o que os investigadores acreditavam.

Ah, como se tivesse somente aquele Death Note. Pensou Taro. Enfim, todo seu plano básico e rápido para se safar e preservar o seu caderno deu certo. Nem precisava ser um gênio. O sobrenatural tendia a assustar e fazer as pessoas não irem a fundo e nem se perguntarem muito.

Ao seu lado, o Ryuk riu, aquela risada bem sinistra. Taro se arrepiou quando percebeu a presença de seu bizarro amigo shinigami, que o acompanharia por toda sua vida. Isso se o caderno não se perdesse ou fosse destruído até sua morte.

— Você é um humano bem inteligente. E ainda salvou seu Death Note, colocando a culpa em seu colega… Mas me diga: Como é o mundo dos mortos? — O interesse do shinigami parecia ser genuíno, como se nunca tivesse pisado no mundo dos mortos.

O garoto se manteve calado e terrivelmente pálido, lembrando-se de tudo o que passou no inferno durante poucos segundos. Ele um dia voltaria em definitivo para aquele lugar, seja querendo ou não.

Seria muito melhor se quando morresse, ou melhor quando todos falecessem, fossem para pura inconsciência. Como se a pessoa deixasse de existir completamente.

Isso sim seria melhor do que aquilo que vira.

— Taro, não me deixe falando sozinho! É angustiante! — Reclamou o shinigami.

16. Mai 2021 16:38:19 3 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Das Ende

Über den Autor

Sophia Loren Só uma garota que gosta de escrever.

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