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[ONE-SHOT JIKOOK] +16 "O beijo de Park Jimin era o único toque capaz de fazer minha alma monocromática romper em palhetas. Eu me tornava vivaz. Quente como verão e colorido como a primavera." Mas Jungkook também precisa superar esse amor e seguir em frente.


Fan-Fiction Bands/Sänger Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

#sad #oneshot #Death #jikook # #+16 #kookhope
Kurzgeschichte
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Em outra vida...

⚠️ Faz menção ao suicídio⚠️


[desculpe qualquer erro]


☁️🍭🌺

12 de Agosto, 2020


Eu não posso descrever aquele beijo com uma única palavra ou sensação porque sempre era uma explosão de cores e sabores. O beijo dele me lembrava as flores que ele cultivava no jardim dos meus pais, dos doces que me presenteava e das nuvens que observavamos quando chegávamos da escola, bem ali, sentados na escadinha da varanda.

O beijo dele me trazia calor, era como um rompimento matizado abrasador que clareava todo o meu ser; aquele gosto que fazia meus pelos arrepiarem e meu sangue correr mais rápido. Era o tipo de toque que me fazia esquecer do exterior, me mantinha focado ali, apenas naquele momento, viciado em todos os graus de excitação. O beijo de Park Jimin era o único toque capaz de fazer minha alma monocromática romper em palhetas. Eu me tornava vivaz. Quente como verão e colorido como a primavera.

Nunca vou saber a textura de uma nuvem, se é como tocar em uma fumaça ou em algodão. As nuvens são partículas de água e gelo e se derretem, dessa forma, me lembra os lábios de Jimin. Porque quando eles se tocavam nos meus, eu me derretia em variáveis porções de paixão todos os dias.

E era tão doce. Não o tipo de doce que eu saberia descrever o gosto, se era de cereja ou mel. Esqueça, ele tinha todos os doces naqueles lábios. Eu sempre esperava ansioso pela sua chegada porque queria logo beijá-lo sem parar durante horas. Se ele chegasse às dezoito então teríamos que ser mais rápidos e aí eu não provaria direito - mesmo que já tivesse provado mil vezes antes -, mas quando ele chegava às três então a gente podia ir devagar e eu poderia sentir como se fosse a primeira vez de novo.

Sinto falta de vê-lo no seu uniforme improvisado de jardineiro que mamãe lhe dera. Aquela boina e aquele macacão jeans, bem maior que seu tamanho normal, que faziam dele um menino fofo quando fora daquelas peças ele fosse, na verdade, como um modelo sexy. E sinto falta da sua dualidade.

Eu nunca provei mais que seus lábios e o toque brando de suas mãos, mas nunca foi menos que o suficiente para me quebrar em frações de deleite. E ele me desfez em cores líquidas todas as vezes naquele sofá minúsculo da sua sala, no chão e na cama, no meu quarto e até mesmo na varanda de casa quando era de noite e num horário que ninguém mais andava na rua. Provavelmente, naquela época, alguém via o que fazíamos e me envergonho toda vez por pensar nisso. Mas eu não me arrependo.

Eu gostaria de ter descoberto os seus outros sabores, não só o do seu corpo, mas também o do seu coração. Seria amargo ou doce? Seria as mesclas dos dois? Nuances de verde e rosa? Eu queria ter descoberto se ele não tivesse se autodestruído. Ele me fez sentir o gosto mais amargo do mundo da maneira que eu não estava interessado. Quando Jimin me olhou pela última vez com aqueles olhos ternos e o sorriso inocente entregando uma Violeta na minha mão dizendo o quanto eu era importante para ele, e saindo logo em seguida naquela direção soturna, ali mesmo senti um amargor que era acompanhado de uma forte sensação de estar prestes a cair num abismo. Ele nunca mais voltou porque tinha se afogado na banheira de sua casa. Foi uma das dores mais horríveis que já senti na minha vida. Passei meses apenas existindo, me desconhecendo a cada dia que passava até perceber que precisava retomar a minha vida porque Jimin não voltaria mais.

Por que? Os beijos de nuvem, doce e flores tinham um limite de cem mil. Cem mil beijos que demos, cem mil sabores, tons e texturas que senti. Acredito que Jimin nunca chegou a me amar, mas eu quero que saiba que o amei todos os dias. Pensei que ficaria no canto subconsciente da minha mente onde é lá que deixo coisas do passado, da minha infância e adolescência. Ainda assim, enquanto mais o tempo passa mais eu o amo. O meu amor por ele não dói tanto agora, ele se transforma em uma lembrança antiga a cada dia e ela é composta por nossas três particularidades. Quando eu olho para a nuvem eu vejo Jimin, quando vejo as flores e quando como particulares doces.

Eu o amo porque ele foi meu primeiro amor, e o amo apesar de ele não ter se amado o bastante para me amar depois. Talvez se eu tivesse o amado um pouco mais teria entendido os sinais que ele dava de que mesmo sendo doce e colorido ele ainda poderia estar azedo e escuro. Eu deveria ter ajudado, porque ele precisava desesperadamente de ajuda.

O recorte de papel que me presenteou um dia - fiquei tão surpreso por ainda ter guardado aquilo depois de tanto tempo- , com sua caligrafia bonita e desapegada que me dera no dia do meu aniversário de dezessete. Estava escrito: "Se eu tivesse uma flor para cada vez que pensei em você, eu poderia andar pelo meu jardim para sempre." Eu não sei dizer se foi naquele dia em que eu senti que me apaixonei por Jimin, verdadeiramente. Ele estava tão tímido que mal conseguia olhar nos meus olhos mexendo na parte de trás da cabeça enquanto encarava o chão.

- Que lindo, Jimin... obrigada por isso...

- Eu, na verdade, peguei essa frase do Google. Alfred Tennyson, sabe? Poeta e tal. Mas eu achei que isso combinou com a gente, não é?

- Nenhuma frase pode expressar tão bem a gente como essa. Eu amei!

Não éramos tão bons em diálogos. Não precisávamos ser, ele me beijou de uma forma nova onde pude explodir em cores que eu não sabia o nome e em sabores que eu nunca mais sentiria de novo. Mas mamãe nos interrompeu na hora, foi engraçado como parecíamos culpados. Não a convecemos de nenhuma inocência e até hoje ela me fala o quão péssimos fomos em tentar esconder o que estávamos prestes a fazer.

As vezes eu não sabia lidar com sua dualidade. Naquelas festinhas com adolescentes metidos a adultos e nos corredores da escola, usando uma jaqueta jeans escura e aquela calça preta que era muito diferente da que ele usava para cuidar do nosso jardim - o deixava metido. Ele fazia alguma coisa com os olhos que me fazia ter dificuldades para manter o contato visual por mais de dois segundos e agia como se não me provocasse quando estava sendo apenas o jardineiro da minha família.

Eu não sei qual dos dois Jimin fingia ser, poderia ser ambos. E mesmo que no ambiente da escola ele se assemelhasse à uma águia, nos muros, escondidos de todos, ainda tinha o mesmo beijo gentil. Mesmo que os entretons oscilassem, ele ainda tinha o mesmo gosto e a mesma suavidade que não partia diretamente dos lábios, mas sim do coração.

Me prensar na parede, forte, querendo que eu sentisse o desejo que não se segurava dentro de si para depois me atacar com aquela boca e aqueles mãos quentes. Ele sabia que deixava meu corpo fervendo, aquelas suas mudanças de personalidade a cada dois minutos quando estava me tocando. Não decidindo sobre puxar meu cabelo com mais força ou acariciar meu rosto e pescoço como se fosse quebrar à um toque mais forte.

Obrigado por ter sido uma lembrança doce, cheirosa, intensa e suave, Jimin. Mesmo que também fosse feia e azeda.

Enquanto penso nisso, estou balançando na redouça ornamentada de flores que ele fez para mim, na minha própria casa enquanto vejo meus dois cachorros correrem pelo jardim atrás de um pássaro. Eu tenho um quase namorado também. Acredito que Jimin não gostaria dele porque ele é justamente o tipo de cara que Jimin odiava. Metido, bonito, talentoso e mais alto que ele. Hoseok seria seu inimigo, não seria?

- Você está bem?

Me viro para trás abrindo um sorriso largo. Ele se abaixa na minha frente enquanto abre a caixa que veio da mudança há três dias, - ainda estamos arrumando minha casa, então tem caixas espalhadas por todo canto. Meu coração pulsa na garganta quando vejo ele levantar a foto. Hoseok me observa com os olhos atentos e depois coloca a foto nas minhas pernas enquanto da dois tapinhas suaves no meu joelho.

- Não precisa se explicar, eu sei e entendo. Achei que quisesse ficar com isso pra recordação.

Pego a foto e acaricio. Ah, estava tão lindo. Era vinte e dois de novembro e estávamos correndo pela grama seca. A minha fotografia favorita, pois nela contém o sorriso do mais belo anjo que tive o prazer de conhecer.

- Você não se sente incomodado com isso?- pergunto de repente, confuso.

- Jungkook...- ele segura uma mão minha e eu olho em seus olhos. Hoseok tem o tipo de olhar sereno e acolhedor, os quais eu amo muito - Ele foi seu primeiro amor e se foi de repente, eu posso não entender muitas coisas como os sentimentos que ainda tem por ele ou quais lembranças têm com mais frequência, e mesmo que eu fique inseguro às vezes, quanto a isso, sei que está tentando me dar espaço porque gosta de mim. E me quer também.

Acaricio sua mão e me sinto mais leve. Hobi é tão compreensivo e está certo. Eu amo Jimin, mas eu gosto dele também. Talvez Park esteja aqui olhando para nós, do meu lado, ou com ciúmes ou feliz por eu, mesmo sentindo sua falta, estar tentando ser feliz também. Porque mesmo que eu sinta falta da sua presença e daqueles dias que a primavera parecia ser infinita, aos olhos de um simples adolescente apaixonado por romances, eu não trocaria o que tenho e o que sou agora.

Hoseok e eu olhamos para os dois cachorros que correm com toda a energia do mundo pelo jardim vivo, ele ainda agaixado e segurando minha mão olhando com aquele olhar vigoroso de alguém que ama os pequenos detalhes da vida, com aquele sorriso lindo e radiante. Eu gosto de como o vento bagunça o cabelo escuro dele, gosto de como segura minha mão e me toca e de como me ama e valoriza. Eu quero amá-lo a longo prazo aqui, assim como ele me ama.

- Acho que está na hora de deixá-lo ir.- fecho os olhos e respiro fundo.

E agora eu entendo que preciso deixar todas as suas partes irem, eu tenho que me libertar de uma vez, sem pensar no que poderia ter feito ou pensando em como seria se ainda estivesse aqui. Sinto que agora estou pronto. As matizes de tudo que ele era ainda estarão na minha alma, mas preciso deixar que Hoseok construa mais de seu próprio espaço porque é ele quem está me amando em vida. E é ele quem eu escolhi. Eu deixo-o ir porque já o amei por completo enquanto estava vivo, porque preciso me entregar inteiramente para Hoseok agora. Do jeito que quero.

Eu sei, Jimin, que não podemos estar juntos nessa vida, então se nos encontrarmos na próxima quero que você me ame sem limites, que crie cores novas e novos gostos de novas texturas. Quero experimentar até os mais amargos, mas quero que você me ame a longo prazo.


☁️🍭🌺


Oi, pode me chamar de Navy!

Essa one shot é só um plot simples que talvez não queira dizer nada, foi só palavras querendo ser jogadas pra fora. Me desculpe se você não gostou do final, do Jungkook e seu quase namorado Hoseok.ksksksks ou se não gostou no geral.

É só pra eu treinar também.

Mas é isso

Espero que tenha gostado pelo menos um pouquinho.

E espero que em outra vida eles possam se amar a longo prazo.🦋

É isso, se gostou dê uma 🌟e comente o que achou.

beijinhos doces, bye!👋


8. Mai 2021 16:35:20 0 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Das Ende

Über den Autor

Navy Escritora em formação. Escrevo umas fanfics BTS de vez em quando. Não sou perfeita, ainda estou aprendendo sobre a arte da escrita. Me chame de Navy.💜

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