thiago Thiago Silva

Louis sempre bancou o Cupido da escola, ajudar todos a encontrarem os seus finais felizes era a sua função e em meio a tudo isso, ele era apaixonado por Lucas, o maldito garoto com cara de que vai ferrar com a sua vida. Com toda a insegurança ao seu redor, finalmente chegou a hora escrever a própria história de amor e, embora, para Lucas, garotos não gostem de garotos, os dois vão descobrir que até os cupidos precisam de alguém para trocar flechas.


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Prólogo

O Ensino Médio é bem estranho, uma hora você é um Zé Ninguém e na outra já é bastante conhecido por alguma coisa - isso se ainda não tiver deixado de ser um Zé Ninguém. E é mais ou menos assim que é a minha história.

Entrei na Garden's C.A. School apenas como Louis, só Louis. Agora, no meu segundo ano, eu sou Louis, o Cupido. Foi assim que me taxaram depois que ajudei um dos meus professores favoritos, o senhor Burnes, a se declarar para a senhorita Kate, a bibliotecária. Segundo ele, meus conselhos deveriam ser compartilhados com os demais alunos.

A sala de som da escola fica no primeiro andar, bem ao lado da biblioteca. Graças ao senhor Burnes, o diretor cedeu-a para mim para que eu me comunicasse com os demais estudantes e os ajudasse com seus problemas amorosos. Alguns permaneciam em anonimato, outros não se importavam em dizer seus nomes.

De tanto ajudar os outros a encontrarem suas almas gêmeas, não demorou muito para perceber que estava na hora de eu encontrar a minha.

— Passa a bola! Passa a bola! - berra ele, correndo pela quadra.

— É sua, Lucas! - diz Clawd ao obedecer seu comando.

Lucas. Sim, esse é o nome dele. O típico galã de novela, príncipe encantado, garoto popular e jogador do time de basquete que chama atenção por onde passa. Maldita hora em que coloquei meus olhos nele.

— Cesta! - exclama.

Sei que não pode haver nada entre nós, mas mesmo assim algo em mim implora para que eu tente. Embora ele goste de garotas, nada me deixa mais inquieto do que imaginar nós dois juntos.

Meu melhor amigo, Dylan, insiste para que eu seja direto, mas nada que eu faça adianta para chamar sua atenção. Tudo bem que eu sou o cupido de todos e sempre sou bem sucedido nas minhas missões, mas dessa vez sou eu quem precisa de socorro e sou eu que tenho que me auto socorrer.

— Cara, só vai. - diz Dylan - É isso ou vai acabar perdendo ele para outra pessoa.

— Perder o que eu nem tenho?

— É. - sua mão corre para meu ombro - Vai perder o que não conseguiu ter por medo de tentar.

E ele tem razão. Eu sempre encorajei os outros alunos a se declararem uns para os outros, mas dessa vez eu é que tenho que seguir esse conselho. Eu solto uma cantada ou outra durante as narrações dos jogos de basquete ao lado de John.

Me aproveito do meu "emprego" para poder disfarçar meu interesse nele na esperança de ganhar uma resposta. Embora os outros não notem bem o clima que rolava quando eu atiro bordões tipo: "Uou, vocês estão vendo como esse garoto é incrível?", "Nosso Lucas é maravilhoso" ou "A bola com certeza está satisfeita por estar em suas mãos"; o Lucas entende muito bem o recado.

— Tá me cantando? - pergunta ele ao me ver tirar um livro da estante da biblioteca.

— Por que acha isso? - essa é minha tática favorita, fingir ser o inocente da história.

— Porque é o que parece. - diz com a cara fechada. Não, ele não gosta disso - Olha, não tem ninguém aqui, confessa, vai.

— Eu só faço meu trabalho. Tenho que ler declarações de amor que as pessoas mandam umas para as outras no meio dos jogos sem serem descobertas, talvez alguém tenha se interessado por você.

— Quem? - sorri descrente.

E essa é a parte que eu odeio, ver que ele sempre cogita pensar que outra pessoa, uma garota, o admire. Qual o problema de ele me notar?

— É confidencial até que a pessoa queira se revelar. - minto.

— Ou você poderia confessar. - insiste - Já percebi como me olha, Louis, mas... Sabe que eu não curto garotos.

— E é por isso que não sou eu. - minto mais uma vez - Se não gosta de garotos, por que eu insistiria?

— Tanto faz.

Lucas dá de ombros, dando meia volta para seguir um de seus amigos do time que cruzara a porta e abandonar-me na biblioteca. Não, acho que ele não acreditou. Ah, quem diabos eu quero enganar? Ele realmente não acreditou. Espero que não fique com raiva de mim se eu chegar no limite e disser tudo o que eu sinto. Seria meu fim.

Eu quero tentar, eu posso e devo ao menos tentar. É isso ou eu não sou o Cupido.

12. Februar 2021 03:02:12 5 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Thomas Charles Santos Sales Thomas Charles Santos Sales
coragem, eu já teria é desistido ksks
June 03, 2021, 03:11
Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá, Thiago! Tudo bem com você? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Reza a lenda que a maioria das pessoas gostam de ficar no anonimato durante o período de ensino médio e no final, acaba que sempre sendo conhecido por coisas que muitas vezes nem procedência tem, haha. Fulano de tal tem a fama de briguento, dizem ele, quando na verdade Fulano tem medo das pessoas e por isso vive com a cara fechada, e isso é tão típico que chega até a ser engraçado, né. Mais comum do que achamos. Confesso que eu realmente não me recordo como era no ensino médio comigo, mas lembro que o caso acima também me fez vítima. Bom, vamos lá. A coesão e a estrutura do seu texto estão ótimas. A narrativa está surpreendente e você da tantos detalhes sobre como ele chegou até ali, e como foi parar no trabalho de narrar jogo e etc, de uma forma tão mesclada no texto, que a hora que paramos para ver, não acabou sendo uma ação forçada e isso ficou incrível! Quanto ao personagem, a primeira coisa que eu notei é que ele tem um alguém a quem se apoiar, Dylan já é meu amorzinho só por ser amigo de Louis sem julgar, só dando amizade e não esperando nada em troca, sempre o incentivando a ir atrás daquilo que ele quer e colocando a estima do amigo para cima. Louis aparente ser desinibido, mas apesar disso, quando a pauta é fazer aquilo para ele mesmo, ele fica inseguro, como se desse prioridade para ajudar aos outros e pode si mesmo em último. Espero que Lucas acorde logo pra vida e se toque que aquilo que ele tanto está buscando pode sim estar a sua frente. Quanto à gramática, seu texto está muito bem escrito e desenvolvido, foi um prazer ter tido a oportunidade de conhecer esse projeto. Desejo a você sucesso e tudo de bom. Abraços.
April 13, 2021, 16:15
~

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