dracula amy 高

𝐑𝐀𝐘𝐀𝐍 x OC 🦋 O carismático professor de Arte Moderna da Anteros Academy, Rayan Zaidi, escondia um lado severo pouco conhecido por seus alunos. Andrômeda era a única que podia desfrutar do lado sombrio de seu professor, e tinha prazer em quebrar as regras para fazê-lo.


Fan-Fiction Nur für über 18-Jährige.

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Kurzgeschichte
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𝒻eels so good being 𝐛𝐚𝐝


Quando Rayan ouviu o ranger da porta seguido dos assobios e palmas vindos do fundo da sala, ele já sabia do que se tratava sem sequer precisar desviar os olhos para quem chegava na metade da aula; tinha dado falta dela no início, quando correu os olhos pelo auditório e não encontrou o par de íris cor azul do céu o encarando de volta.


— Senhor, com licença — ela murmurou, passando pela estreita abertura quando ele lhe sinalizou positivamente.


Enquanto Andrômeda subia as escadas para sentar-se na fileira onde já estavam acomodados os seus amigos, os mesmos que começaram o estardalhaço com sua chegada, Rayan a observava por cima do ombro. Quando ela enfim sentou-se, ruborizada e com um sorriso vacilante, ele voltou-se novamente para a sala:


— Agora que nossa estrela chegou, podemos continuar? — E bastou o tom mais sério para que o silêncio reinasse de novo.


O professor, no entanto, não pareceu contente somente com seu comentário ácido e manteve o olhar severo fixo na aluna atrasada, de modo que ela baixou a cabeça para o evitar. Mas olhares feios e meia dúzia de palavras sarcásticas ainda não tinham tanto impacto, pois Andrômeda sabia que problemas maiores viriam depois; aquele era seu oitavo atraso nas aulas de Arte Moderna, e mal haviam chegado ao meio do mês.


Os vinte minutos restantes seguiram sem interrupções. O sr. Zaidi sempre conseguia manter seus alunos cativos enquanto lecionava e era dono da atenção de quase toda a sala. Andrômeda ainda era a exceção, encolhida na carteira e de cabeça baixa; ele tinha quase certeza de que ela estava digitando algo em seu celular, debaixo da mesa.


— Estão dispensados — anunciou, com um suspiro exasperado.


Começou a juntar os papéis sobre a mesa de carvalho e desprezou Melody tão logo que ela saltitou para perto de si com um punhado de anotações. Sua mente estava distante demais para burocracias e gentilezas, e seu tom foi grave quando era Andrômeda se aproximou, munida de um sorriso sem jeito que murchou assim que ele entoou as próximas palavras:


— Você não, senhorita d’Aubry. — Mesmo tendo aquiescido, ela franziu o cenho e prostrou-se no canto de sua mesa, abraçando o caderno contra o peito enquanto batia com o salto das botas no chão. Rayan a conhecia bem o bastante para captar o sinal como ansiedade.


— Senhor, se for sobre o atraso de hoje... — Ele ergueu um dedo, o gesto fazendo com que Andrômeda emudecesse imediatamente, mordiscando o lábio inferior para se reprimir de continuar.


— Nós vamos conversar no meu escritório. Ainda tem tempo para pensar nas suas desculpas.


Anuindo, ela apertou a espiral do caderno com força, deixando escapar um suspiro.


Rayan terminou de juntar seus papéis, apagou as luzes do auditório e guiou o caminho para fora da sala ainda com uma carranca que não lhe era comum. Caminharam pelos corredores em silêncio, com ela seguindo-o em um passo trêmulo, ansioso e excitado. Não havia muito o que fazer quando diante dos outros alunos e professores, Andrômeda tinha de esperar para tentar amansá-lo.


Cada professor em Anteros tinha um escritório individual. O de Rayan ficava num corredor isolado do terceiro andar do prédio de artes, um cubículo com carpete verde-esmeralda, papel de parede gasto e cuja decoração decerto não fora de seu gosto. Ele abriu a porta para Andrômeda, que se esgueirou para dentro e entrou em seguida, após conferir que a sala estava vazia, e trancou a porta atrás de si.


— Outra vez? — começou, vendo-a trocar o peso do corpo de um pé para o outro. — Alguém tão inteligente quanto você não é capaz de conciliar seus compromissos com os seus estudos? Ou devo pensar que minhas aulas não são boas o bastante para você?


— Você sabe que não é isso — ela choramingou, fazendo um beicinho. Andrômeda largou a bolsa e os cadernos sobre uma das cadeiras estofadas à frente e pulou para sentar-se com as pernas cruzadas no tampo da escrivaninha. — Por que eu te evitaria? Você é meu professor favorito — ronronou, os lábios se curvando num sorriso que transbordava malícia. Mas Rayan não se entregaria tão fácil aos gracejos e expressões adoráveis.


Tirou o paletó, deixando-o cuidadosamente sobre a mesma cadeira onde repousavam os materiais de Andrômeda:


— Oito atrasos. E estou contando apenas os deste mês. Como posso ser assim tão tolerante? O que os outros vão pensar? O que vão dizer? — Segurou-a pelo queixo e observou-a fechar os olhos preguiçosamente, ainda sustentando o sorriso.


A cabeça de Andrômeda se inclinou para o lado, expondo a pele macia e sensível do pescoço. Rayan esperou, ainda segurando o rosto delicado e apertando a pele quente entre os dedos. Queria fazê-la ansiar e pedir por aquilo... descontar sua frustração por todos aqueles atrasos, por todas as vezes em que buscou seus olhos pela sala e deparou-se com o vazio.


— Você não está deixando as coisas fáceis para mim. — Seu tom foi arrastado e grave, embargado pela luxúria. Ela soprou um riso em reação, com os olhos ainda fechados. — Andrômeda. — A voz rouca arranhou sua garganta em tom de alerta, alarmante o bastante para que ela vagarosamente abrisse os olhos. Enquanto o fazia, ele fixou o olhar em sua garganta, notando os movimentos sob a pele quando ela engoliu.


— Sim, senhor? — ela sussurrou, mordendo o lábio, cujo os cantos continuavam se erguendo em um sorriso.


O professor estreitou os olhos, seus dedos traçaram carinhosamente a pele e avançaram em descida, até que estivessem envolvendo o pescoço por inteiro num aperto firme. Andrômeda apenas continuou sorrindo, as orbes fixas nas dele.


— Eu venho sendo negligente. Atraso após atraso, mês após mês... e sou permissivo. — Ela tentou mover a cabeça em concordância, mas falhou, e de sua boca entreaberta saiu um gemido arrastado. — Tenho te mimado demais, querida. Mas as coisas não podem continuar assim... você tem de entender que seu mau comportamento tem consequências.


Ele afrouxou o aperto e, com um movimento do polegar, acariciou a pele ligeiramente avermelhada. Andrômeda permitiu-se descruzar as pernas com a intenção de envolver a cintura do namorado quando os dedos que se fechavam contra seu pescoço intensificaram a força e ele a empurrou em direção à mesa vazia. O impacto de suas costas contra a madeira rendeu um gemido fraco, e uma sensação elétrica a deixou arrepiada, encolhida sobre ele.


Andrômeda era fascinada pelo lado severo de Rayan. Não mais o professor carismático ou seu namorado carinhoso, mas um homem tomado por uma paixão febril que dilatava suas pupilas ao ponto de escurecer seus olhos claros. Ele exercia força sobre ela, e ela não sentia dor; não fazia nada além de implorar por mais da sensação inebriante que a consumia e contraia seu ventre.


Andrômeda tentou se mexer, erguer-se em direção a ele, mas Rayan a conteve sem muito esforço, a mão livre segurando uma das coxas no lugar; parte tocando o tecido da saia, parte a pele que se expôs quando ela se mexeu, fazendo-a estremecer. O professor deu um risinho rouco, admirando o ofegar que deixava o peito de Andrômeda subindo e descendo ritmadamente ao que os olhos grandes e brilhantes, de cílios compridos feito uma boneca, o encaravam com expectativa.

— Pelo jeito, terei de te disciplinar em mais de um mérito… impaciência, negligência. — Ele estalou a língua antes de soltá-la aos poucos, tão logo comandando com uma voz aveludada veio: — Fique de bruços e estique os braços sobre a cabeça.


Andrômeda obedeceu sem questionar, sequer ousou espiar por sobre o ombro, mesmo que a curiosidade a deixasse com os dedos trêmulos. No silêncio da sala, conseguia ouvi-lo afrouxar o cinto, e tão logo seus pulsos foram envolvidos pelo couro e presos com firmeza; as mãos se apertavam uma contra as outras, e decerto teria marcas pelo resto da semana. Resmungou, manhosa.


— A partir de agora, você só poderá falar quando eu lhe disser para fazê-lo. Entendeu? — Ela aquiesceu em resposta enquanto as mãos do professor pairaram sobre seus quadris, fazendo-a erguê-los em sua direção, ansiando pelo toque cálido das mãos ásperas. — Ótimo. Serei generoso desta vez... — Cuidadosamente, começou a erguer a saia dela até a cintura enquanto falava: — E irei contar apenas os atrasos recentes. São oito, quatro para cada lado. — A última sentença saiu num murmúrio arrastado, e ela anuiu, sentindo o ar gélido da sala contra a pele exposta fazer seu pelos se eriçarem. — Você é quem vai contar. Apenas contar. Quaisquer outros sons vão somar sua punição.


Assentiu por mais uma vez e seu corpo ficou rijo pela tensão enquanto esperava com os ouvidos atentos. Rayan não parecia ter pressa, suas mãos moviam-se com tamanha delicadeza que causavam-lhe arrepios: percorriam o lado das coxas, desciam para o centro e voltavam para cima. Ele lhe massageava a cintura, corria os dedos pelas nádegas ainda cobertas pela renda azul bebê da calcinha e beliscava a pele carinhosamente. Andrômeda reprimia todo e qualquer som, aos poucos sentindo o corpo voltar a relaxar... foi ao mesmo tempo em que Rayan empurrou seus quadris contra ela que a força do tapa a atingiu, fazendo-a trincar os dentes e guinchar:


— Um — contou, aproveitando dos breves instantes em que ele se dedicava a acariciar-lhe, para logo em sequência... — Dois! — Encolheu-se, mas não tardou em arquear os quadris novamente. Queria mais, estava esperando por mais. — Três. — Lágrimas vieram aos seus olhos, e da dor nascia a excitação que a deixava trêmula.


— Você está indo bem — Rayan elogiou num murmúrio, abaixando-se para beijar a região vermelha graças aos golpes da sua palma. — Fica tão linda assim, vermelhinha... — Riu consigo mesmo, espalmando a mão contra a pele novamente.


Andrômeda pulou, entoando o número quatro num choramingo. A pele pálida agora estava colorida por uma marca vermelha na qual Rayan podia enxergar o contorno de seus dedos com nitidez. Contudo, não sentia remorso ou pena, nada além da mais pura e luxuriosa satisfação.


Inclinou-se contra ela e distribuiu beijos por seu pescoço, acariciando as curvas do corpo e se demorando em elogios enquanto roçava sua ereção contra as pernas desnudas dela. Andrômeda engoliu um gemido, trincando os dentes e apertando as pálpebras sobre os olhos com força. Seu rosto estava quente, tal qual o resto do corpo.


— Sei que você consegue ser uma boa menina quando quer — murmurou próximo à sua orelha, deixando sobre a pele morna um beijo casto. — Só mais quatro, agora do outro lado. Está bem?


Andrômeda engoliu em seco, mas aquiesceu. Suas pernas estavam trêmulas e ela sentia que não conseguiria sustentar o peso do próprio corpo se fosse posta de pé. Sua punição era deleitosa, e ela se impeliu a implorar por mais, sendo mesmo a boa menina que cumpriria com o que lhe foi imposto. Se Rayan não quisesse, ela não falaria; sendo realmente doloroso ter de segurar todos os seus gemidos lânguidos.


Mas não havia tempo para devaneios. Um novo golpe a fez arquejar e fincar as unhas na própria pele. Rayan lhe segurou pela cintura para mantê-la firme, e Andrômeda teve de reiniciar a contagem até que somassem mais três golpes, totalizando oito.


Com parte de seu trabalho feito, o professor afastou-se da mesa arfando, tentando encher o pulmão com o ar denso. A luz alaranjada do pôr do sol entrava pelas frestas da persiana e banhava o corpo frágil de Andrômeda com seus tons, mas ele compenetrava-se em observar o contraste da pele branca com as marcas vermelhas deixadas por sua mão.


No entanto ainda não estava terminado, os resultados longe de serem perfeitos. Estreitou os olhos e notou que havia algo que estava em desarmonia com as cores de cena, então se apressou novamente para perto dela e puxou a calcinha azul bebê por suas pernas, com o indicador.


Andrômeda se encolheu, apertando as coxas juntas enquanto o tecido rendado deslizava por seus calcanhares. Engoliu um gemido e afundou o rosto entre o espaço de seus braços presos quando sentiu a umidade entre as pernas. Seu rosto enrubesceu, fervia tanto quanto o ventre, e envergou-se por tamanha excitação diante da sua punição. Parte dela sentia-se suja, a outra pedia por mais.


— Eu quero ver você agora — ordenou Rayan, deixando uma trilha de beijos por seu quadril. — Fique de pé e tire a roupa.


Andrômeda estremeceu e ergueu o rosto. Ainda sentia-se fraca para fazê-lo, mas não reclamou, apenas lambeu os lábios e escorregou pelo tampo de madeira até ficar de pé. Suas pernas fraquejaram, e Rayan a enlaçou pela cintura e ajudou a tirar a saia após ela ter chutado os sapatos. O casaco e a blusa vieram depois, quando ele já havia libertado seus pulsos, e restava então o top de um rosa chiclete gritante, tão apertado nas alças que marcava a pele. Foi quando ele a fez sentar sobre o tampo da escrivaninha novamente.


— Olhe para mim — Andrômeda fixou os olhos nele e se inclinou em sua direção; o perfume amadeirado a envolvia, e ela piscou demoradamente. Rayan tomou cada um de seus pulsos e distribuiu beijos sobre a derme marcada, gerando arrepios que desciam por sua espinha. — Você se comportou bem, melhor do que eu imaginava. — Voltou a trilhar beijos por seu pescoço, parando no meio dos seios ainda cobertos. — Quero te ouvir de agora em diante.

Ela concordou, a voz arrastada que lhe saiu da boca parecia machucar a garganta seca, mas o tom áspero não transparecia o alívio em finalmente poder deixar seus gemidos e choramingos escaparem à vontade, mesmo que não pudesse ultrapassar um certo tom enquanto estivessem dentro da faculdade. Não era como se ela não fosse compensar isso em outra ocasião.

— Como o senhor quiser. — ele a segurou pelo queixo novamente, com um sorriso orgulhoso, E selou seus lábios enquanto uma das mãos brincava com a alça do sutiã.


Andrômeda endireitou as costas quando a mão dele começou a passear por seus ombros e desceu até o colo, encontrando um dos mamilos rijos sob o tecido fino. Ela se encolheu quando Rayan o beliscou e afastou-se por reflexo, o que deu fim ao beijo doce; uma carícia morna e lenta em sua boca. Ele riu, lambendo os próprios lábios antes de puxar-lhe pela cintura para um abraço, enterrando o rosto na curva de seu pescoço; ela, por instinto, enlaçou seu quadril com as pernas.


Ele conhecia Andrômeda bem o bastante para saber os locais mais sensíveis. tracejou uma linha de beijos até o ombro, onde seguiu até o fim, e enroscou o polegar na alça do sutiã, fazendo-a percorrer o mesmo caminho. Deixou que escorregasse pelo braço até revelar parcialmente um dos seios e ergueu os olhos para ela, sabendo que conseguia decifrar cada emoção que escurecia sua íris: sobretudo o desejo nu e cru.


Andrômeda mordeu o lábio e apertou as pernas ao redor da cintura de Rayan, deixando o olhar fixo no dele; seus olhos azuis traziam o brilho da malícia que o deixava com o pau latejando. Como se não bastasse, ela mesma abaixou a outra alça até que se nivelasse com a que já ameaçava cair, a peça mal conseguindo se sustentar e começando a escorregar. O tecido macio sobre a pele sensível a fez sibilar entredentes, e Rayan a segurou pelo cabelo antes de tomar seus lábios novamente.


Não deixou as mãos desocupadas enquanto sua língua quente abria caminho pela boca aveludada: uma ocupou-se de puxar grosseiramente o sutiã enquanto a outra mantinha firme o aperto em um punhado de cabelo cor de ébano na base da nuca. Ela gemia contra sua boca, o som abafado não menos excitante.


Quando a peça rosa-chiclete já descansava na cintura deixando-a enfim com o colo exposto, Rayan puxou o cabelo enroscado em seus dedos para trás, fazendo-a curvar o corpo para que ele descesse o beijo até a clavícula, e continuou baixando até que a língua circundasse um dos mamilos rosados, deixando para trás um rastro molhado de beijos e mordidas. Andrômeda dobrou os dedos dos pés e gemeu; o som não mais contido, apesar de curto e sôfrego.


Ele tomou um ritmo excruciante de tão lento para provocar-lhe ali, deixando os seios úmidos de saliva ao que seus dedos escorregavam com facilidade sobre os mamilos. Ainda assim, não se limitava àquilo, mordiscando e beliscando a pele sensível e adorando as reações que provocava: gemidos mais roucos e arrastados, o arquear dos quadris, a respiração, que aos poucos tomava um ritmo descompassado, o coração com as batidas tão erráticas contra as costelas… Rayan a estava deixando no limite e não pretendia parar tão cedo.


Enfim abriu caminho para o meio de suas pernas e dedilhou as paredes úmidas. Fechou os olhos e soltou um suspiro de deleite. Andrômeda sentiu a tensão pesar nos ombros, mas seus quadris relaxaram com o toque que avançava em seu íntimo, provocando a região sensível. Mordeu o lábio inferior e esparramou-se mais pela mesa, abrindo as pernas, o que arrancou do professor um riso rouco; como amava ver e sentir tamanha necessidade dela em tê-lo, observar seu rostinho ansioso e as contrações dos músculos enquanto ele a atiçava. Era uma provação de autocontrole para ambos, tão mais para ele, que tinha de resistir aos próprios ímpetos luxuriosos.


Deslizou um único dedo para dentro dela, gemendo ao sentir a carne quente e molhada envolvendo a pele; àquela altura, sua ereção latejava sem descanso e o tecido sobre ela parecia áspero, um incômodo com o qual ele teria de se acostumar se quisesse ensinar a ela uma lição.


Rayan encheu os pulmões de ar e seus sentidos foram inebriados, infectado por um doce cheiro de baunilha e lavanda emanando da pele leitosa da jovem deitada em sua mesa. Apoiou-se no tampo de madeira, projetando seu corpo sobre o de Andrômeda, e encarou os olhos azuis semicerrados. Nos segundos que se seguiram, concentrou-se no som da respiração entrecortada, nos quadris que se mexiam sob ele num pedido silencioso para que continuasse... Com um dos cantos do lábio ligeiramente erguido num sorriso impiedoso, sua primeira investida fez-se firme e profunda, deixando Andrômeda arfando por ar, os olhos agora bem-fechados enquanto um gemido fino arranhava sua garganta. Não tardou em continuar e manter-se fixado às expressões que a acometiam, e cessou o contato somente quando ela já se contorcia e mal conseguia puxar o ar.


— Rayan… — ela ofegou, usando os cotovelos como apoio para erguer o tronco e ficar com o rosto nivelado ao dele, os lábios pairando sobre os do professor.


O mínimo sorriso que ainda se sustentava desapareceu tão logo ela pronunciou seu nome. Rayan se afastou por completo, tomado por um semblante grave que a fez se encolher, reconhecendo o erro que cometeu.


— Desde quando você é assim tão malcriada? — o questionamento sério a faz engolir em seco, os olhinhos brilhantes o encarando com expectativa; já os de Rayan se estreitaram, tomaram uma nuance predatória quando ele retomou sua posição entre as pernas de Andrômeda, segurando-a pelo rosto com firmeza. — Não me lembro de ter permitido o uso do meu primeiro nome. Estamos na universidade, no meu escritório… isso não te inspira algo?


— Desculpe, senhor. — Ela umedeceu os lábios, comprimindo-os. Sentia-se tão pequena enquanto ele a segurava assim. Tão vulnerável e disposta a obedecê-lo, que seu ventre se contraiu pelo desejo queimando sob a pele. Estava frustrada pela interrupção, mas pouco podia fazer quando à mercê dos desejos de Rayan. — Vou me comportar daqui em diante. Eu prometo.


O professor ponderou e seu maxilar se retesou quando entonou o comando:


— Fique de bruços de novo. — Andrômeda obedeceu, apesar de apreensiva. A ansiedade deixou as pontas de seus dedos formigando, e um filete de seus líquidos escorreu por entre suas pernas; a súbita vergonha fervendo suas bochechas. — Venha para mais perto da borda.


Aquiescendo, balançou os quadris e se ajeitou sobre a mesa, o tampo parecendo frio em contraste à sua pele cálida. Rayan se demorou em deixar os olhos passearem sobre o corpo frágil totalmente entregue a si… mordeu o lábio e, num movimento ríspido, se livrou do sutiã há tanto enroscado na cintura de sua doce aluna. Ela se sobressaltou, tensa, enquanto esperava; as possibilidades do que viria a seguir a deixaram tanto excitada quanto assustada.


Rayan abandonou a peça junto de tantas outras que se espalhavam pelo carpete do escritório e passou a admirar aquela obra abstrata, passeando por cada camada de tecido que outrora vestia Andrômeda. Seus olhos se fixaram no cinto, a única parte que não competia a ela, que usou para prender-lhe as mãos. Uma ideia o acometeu e sentiu uma fisgada em sua virilha diante da própria imaginação. Mas o cinto em si não seria funcional… Afrouxando a gravata ao redor do pescoço, o sorriso malicioso de antes retornou.


— Abra a boca — ordenou, aproximou-se por trás e apertou sua ereção contra o corpo dela. Andrômeda gemeu baixinho, e o olhar que lhe lançou por cima do ombro não ajudava no latejar entre suas pernas.


Enfim, ela o fez, sentindo o tecido aveludado da gravata encher-lhe a boca. Rayan não conseguia tirar o sorriso do rosto enquanto a amordaçava e a puxou pelo queixo para poder ter um melhor vislumbre de seu rosto assim que terminou de dar o nó.


Um fio de saliva escorria pelo queixo de Andrômeda, e o professor se viu incapaz de conter um outro gemido satisfeito, empurrando os quadris contra os dela.


— Você fica tão linda assim… — Rayan tragou o ar para os pulmões inspirando profundamente e tomou tempo para admirar a mulher diante de si. Em sua mente formava as primeiras linhas de um esboço para o próximo texto do seu Tumblr, com o qual se ocuparia mais tarde. — Tente não fazer muito barulho. — provocou, com um sorriso sarcástico.


Sustentando seu sorriso, o professor ajoelhou-se por detrás dela na mesa, o rosto tão próximo de seus quadris que o ar quente de sua respiração foi de encontro à boceta molhada. O corpo de Andrômeda se contraiu e um arrepio descendeu sua espinha, fazendo Rayan soprar um riso fraco que intensificava suas reações.


— O que foi, hum? — O tom da pergunta era arrastado e lento, tão lento quanto Rayan fez mover a ponta de seu nariz contra sua entrada. O gemido que lhe veio em resposta era abafado, um choramingo manhoso enquanto ela empurrava o corpo para trás. Zaidi prendeu o riso, mas estalou a língua num gesto decepcionado. — Paciência é uma virtude, querida… tudo no seu tempo.


Andrômeda não sentia-se exatamente virtuosa naquelas condições. Seus dentes se apertavam com força contra o tecido da gravata do namorado, as pontas de seus dedos formigavam furiosamente e era acometida por tremores do desejo latejante que se acumulava entre suas pernas. Não seria a primeira vez que era submetida àquele tipo de castigo, mas jamais se acostumaria com o turbilhão de sensações os quais a consumiam feito brasas. Respirou fundo, cravando as unhas na madeira e esticando o corpo sobre o tampo, retomando a rija posição anterior.


Cada segundo de espera era um agravante na respiração descompassada, o barulho intenso do sangue bombeando ressonava em seus ouvidos e se sobrepunha a qualquer outro, mas tão logo fez-se o deleite quando sentiu a língua molhada deslizando por entre suas paredes, e outro de seus gemidos abafados soou pelo cômodo. As unhas compridas fincaram com força na madeira, onde mais tarde os marcos feitos serviriam de lembrança para o professor.

Seus quadris se arquearam na direção da boca quente, mas Rayan não tinha a mínima intenção de apressar as coisas. Conhecia a jovem sedenta e egoísta que se resguardava sob as camadas de boa moça e não havia nada que tencionasse fazer se não domá-la, explorando o lado submisso ao qual se inclinava quando eles assumiam aquelas posições; não eram mais professor e aluna, sequer o casal apaixonado que formaram muito antes de assumirem os postos universitários naquele ano. Não… as coisas se tornavam mais intensas e inebriantes, mesmo conter os próprios desejos era tão prazeroso quanto entregar-se a eles.


Dado fim aos seus devaneios, Rayan apertou a pele alva das coxas com força e abriu caminho para que seu rosto estivesse enfiado entre as pernas de Andrômeda. Agora sem pausas, sua língua se movia ritmicamente contra os nervos sensíveis, e os fluídos de sua saliva se misturavam àqueles que escorriam diretamente em sua boca. Seu coração parecia martelar contra o peito a cada investida firme, que trazia consigo os choramingos de Andrômeda. Suas paredes se apertaram ao redor de sua língua quando ele a usou para penetrar-lhe e ao enfim se afastar. Estava arfando por ar, sentindo o corpo trêmulo da amante em seus dedos.


— Não tão rápido — murmurou, lambendo os lábios.


Andrômeda protestou o máximo que a mordaça lhe permitia, e Rayan a segurou contra a mesa antes que ela pudesse se virar para ele; algo em seu tom choroso o fez pensar que os olhos azuis poderiam estar lacrimejando, fosse pelo orgasmo interrompido ou pelas forças que juntava para tentar se rebelar contra ele. Mas o próprio Rayan àquela altura estava atingindo seus limites, trincando os dentes enquanto continha a luxúria e se reservava ao seu propósito. Sentia a umidade na glande e tornava-se excruciante renegar sua ereção, mas não podia regressar, a estaria mimando de novo.


Shhhh — sibilou, voltando a deitar o corpo sobre o dela. Seus dedos se ocuparam em acariciar o cabelo feito ébano molhado de suor, e a ouviu gemer baixinho quando o volume contido se apertou contra suas ancas. — Não faça tanto estardalhaço. Você quer gozar, não quer? — Andrômeda assentiu num gesto desesperado, e Rayan sentiu-se ligeiramente orgulhoso, afrouxando o nó da gravata o suficiente para que ela conseguisse lhe responder. — Agora me diga, você aprendeu sua lição?


— Sim — a voz ainda parecia um choro, diminuta e rouca. — Não vou mais me atrasar para suas aulas.


— E?


— Não vou mais ser egoísta, nem impaciente. Reconheço que fui malcriada e mereço ser punida, mas, por favor… — Em outras situações, a súplica lhe partiria o coração, mas ali e agora apenas o excitava. Ela escondeu o rosto, e o professor voltou a amarrar a gravata com firmeza.


Antes de ditar as próximas palavras, lhe deu um beijo no pescoço, inspirando profundamente e enchendo o pulmão com seu cheiro; o aroma de lavanda ainda estava ali, camuflado pelo odor de sexo.


— Boa menina — elogiou, a voz calma e aveludada, para logo retomar seu posto entre suas pernas, agora apoiando os joelhos dela em seus ombros. — Lembre-se que fez por merecer. Não vou ser tão bonzinho da próxima vez.


O espasmo veio antes mesmo da língua morna voltar a lhe tocar os pontos sensíveis, e Andrômeda sequer teve forças para se segurar à mesa; era Rayan quem sustentava seu peso e a deixava cada vez mais instável com suas investidas firmes.


Com um grito preso à garganta, os músculos de Andrômeda ficaram rijos quando ela finalmente alcançou o orgasmo. Seu ventre queimou e os líquidos escorreram por entre as pernas, mas Rayan se delongou até que se deu por satisfeito. Quando se separou dela, a boca molhada e quente formigando, envolveu seu corpo frágil num abraço e o levou até um sofá de dois lugares esquecido no canto da sala. Largou-se sobre ele com ela ainda em seus braços, exaltando Andrômeda e salpicando beijos por seu rosto cansado.


— Como você se sente? — sussurrou a pergunta contra seu pescoço, sentindo os pelos de seus braços se eriçarem enquanto dedilhava a derme em carícias.


— Ótima. Às vezes, ser má tem suas vantagens. — Rayan se deixou contagiar por sua risada rouca e beijou o canto de seu lábio; ainda conseguia sentir o gosto do gloss de morango.


— Eu não teria tanta certeza. — Sua voz retomou o tom de alerta brevemente, e Andrômeda riu baixinho. — Gosto de mimar minha boa menina… tanto quanto gosto de punir a atrevida.


Andrômeda mordeu o lábio. Era mais sábio evitar provocar-lhe e se entregar ao beijo doce que se seguiu, sentindo as carícias mornas que a deixavam derretida pelo professor. As coisas não terminaram exatamente como esperava, o que não significava que estava frustrada, mas era certo que não havia mentido: às vezes, comporta-se mal tinha lá seus benefícios. E podia aproveitar de suas regalias enquanto sendo a boa garotinha que ele esperava.


Deixou o escritório do sr. Zaidi naquela tarde com um passo cambaleante e passou a noite toda pensando nele; novidade alguma, já que vinha o fazendo desde que se conheceram naquela fatídica festa no início do ano. Enquanto encarava o teto do quarto, sabia muito bem o que teria de fazer na próxima vez em que tivesse aula com ele.



Num passo moroso e com um copo generoso de café em mãos, Rayan alcançou o auditório com vinte minutos de antecedência, como de praxe. Esperava que tudo estivesse escuro, mas, ao topo da sala, um brilho azulado o fez arregalar os olhos, acendendo as luzes depressa. Quando viu do que se tratava, mal conseguiu impedir-se de rir.


— Senhorita D’Aubry, você não deveria estar em outra aula?


Preguiçosamente, Andrômeda levantou os olhos da tela do celular e lhe deu um sorriso malandro.


— Saí mais cedo. Não quero que ninguém me pare nos corredores, assim não me atraso para a aula do meu professor favorito. — Piscou os cílios compridos e Rayan enfim soltou o riso, balançando a cabeça em negativa.


O professor descansou o copo de café sobre a mesa, organizando suas anotações enquanto ela saltava para a escadaria, vindo em sua direção.


— Vou ligar o projetor para você. Não quero que ninguém fique secando o seu bumbum enquanto você ajusta esse troço.


— Você é mesmo impossível — disparou, encarando-a de soslaio ao que ela se agachou para ligar o aparelho.


— Sou mesmo, não? — Andrômeda o encarou de volta por cima do ombro e deu uma piscadela antes de voltar-se para o projetor. — Talvez você devesse me corrigir mais tarde.


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Deixo aqui meus agradecimentos à Karimy por revisar essa história.


17. November 2020 17:56:52 0 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Das Ende

Über den Autor

amy 高 𝐃 𝐀𝐍 𝐒 𝐄 ⠀𝐌 𝐀 𝐂 𝐀 𝐁 𝐑 𝐄 ⠀ 🐉 ⠀ intp . sonserina . emo & gay

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