dracula amy 高

𝐑𝐀𝐘𝐀𝐍 x OC 🦋 Rayan Zaidi é um namorado que sabe bem como surpreender, seja no cotidiano ou em datas já marcantes, o professor sempre arranja seu jeito de reinventar típicas comemorações e torná-las mais românticas. Andrômeda sempre esteve ciente dessa parte de sua personalidade, e não esperava menos daquela Páscoa, que marcou ambos mais do que esperavam.


Fan-Fiction Spiele Nur für über 18-Jährige.

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Único

A agitação dos dias que antecediam os períodos festivos mais sugavam as energias de Andrômeda do que as aumentavam com a perspectiva de uma comemoração.


Apesar da Páscoa ser, de longe, seu feriado favorito — pelos chocolates, é claro — era a permear o fatídico dia de domingo que vinham outras dores de cabeça: não se centrava apenas em receber docinhos, e tinha de ajudar a mãe com as compras e a organização da casa para receber visitas, mesmo que não mais morasse ali. Prudence, dotada de um perfeccionismo que se estendia tanto quanto as numerosas estrelas e galáxias que estudava, não era de fazer vista grossa, e Andrômeda só se viu livre do longo e exaustivo sábado quando passavam das dez da noite.


Logo, não era de se surpreender que estava um caco quando enfim pisou no apartamento que dividia com o namorado, largando a bolsa e jogando-se sobre o sofá macio com um gemido arrastado. Fosse sincera consigo mesma, preferia voltar aos tempos apressados e cansativos da faculdade do que passar outro dia zanzando com a mãe pelos corredores do Walmart.


Tão logo fez-se confortável no móvel quando sentiu a almofada ao seu lado afundar, e duas mãos de dedos compridos levantaram sua cabeça gentilmente para agora repousa-las sobre um par de coxas vestidas em jeans. Mesmo estando coberta por tecido, Andrômeda conhecia aquela pele, a musculatura e o cheiro... esfregou o rosto ali enquanto ajeitava a posição, sorrindo inconscientemente.


— Dia difícil? — Rayan finalmente se pronunciou, correndo uma mão por suas costas, os dedos lhe delineando o contorno da espinha. Andrômeda arrepiou-se, mas pouco se moveu se não por anuir, respirando fundo.


— Vou ter um surto psicótico se ver mais algum ovo hoje, eu juro — Zaidi riu, inclinando-se para beijar-lhe os cabelos escuros feito petróleo, a atenção das carícias agora dirigindo-se às madeixas.


— Então não vai querer ver os que o coelhinho adiantou para você? — ainda estava curvado sobre ela quando falou, a voz de timbre macio sussurrada próxima à curva do pescoço de Andrômeda fazendo-a tremer com novos arrepios.


Virou-se para encará-lo, a malícia erguendo um sorriso sinuoso de orelha à orelha ao passo em que o cansaço era substituído pela curiosidade. Rayan Zaidi não era o tipo de homem que se entregava tanto à comemorações feito aquela, e decerto a surpresa deixada pelo coelhinho não passava de mais um de seus caprichos românticos, sempre surpreendendo Andrômeda pela vontade inesgotável de lhe agradar das mais diferentes formas.


— Coelhinho, hum? — arqueou uma sobrancelha, não conseguindo captar com clareza os sentimentos transmitidos pelos olhos verdes; nada se não um certo orgulho… talvez expectativa? — Eu não estou muito grandinha para esse tipo de cenário fantasioso?


— É como seu pai sempre diz... — Rayan reclinou-se no assento, os dedos brincando com as mechas do cabelo de Andrômeda enquanto não se desfazia de um sorriso que mesclava manha e amabilidade — todos temos uma criança dentro de nós, esperando ser despertada. Mas, se você vai mesmo ter algum tipo de surto, eu deveria voltar ao quarto e esconder tudo antes que…


Mal completara a frase quando, num salto, Andrômeda saiu de seu colo e disparou pelo corredor, o eco dos passos apressados contra a madeira do chão o fazendo gargalhar abertamente; não custou muito para acordar a criança dentro da namorada. Ela era adorável, e seguiu-a num ritmo mais moroso, ansiando por sua reação.


Andrômeda abafava o próprio riso enquanto corria; um caminho curto, mas percorrido com todo o seu entusiasmo. Curiosa como era, não aguentava nem mesmo sustentar as próprias provocações, e já corria os olhos por cada canto do cômodo sem ao menos estar inteiramente dentro dele. Enfim, tal foi sua surpresa quando notou, bem colocados sobre seu travesseiro, pequenos tabletes quadrados e de cores vibrantes. Não mais se apressou em alcançá-los, e arrastou os pés até se lançar sobre o colchão macio; sentia-se derrotada e devia admitir que esperava algo majestoso... bilhetes de amor, bombons em formato de coração. Talvez estivesse sendo mimada demais, ou talvez só não estivesse vendo com devida atenção.


Já estirada nos lençóis, sem demora alcançou os pacotinhos, tão logo constando que não se tratavam de chocolates; não... conseguia sentir o formato do item guardado em seu interior, e ele já lhe era um tanto conhecido. Seus olhos se arregalaram enquanto lia as inscrições da embalagem, o sorriso de antes voltando a erguer os cantos do lábio, agora tão amplamente que suas bochechas ardiam, e esse mesclava-se com a surpresa que também lhe fizera entreabrir a boca.


Preservativo flavorizado sabor morango & chocolate, constava numa das embalagens, ao todo espelhando-se em três outros pacotes, espalhados na fronha branca de seu travesseiro. Conteve um risinho, o rubor espalhando-se por todo seu rosto, deixando os traços de sua ardência na derme, enquanto mal conseguia desviar o olhar do pacote em mãos. Tudo aquilo lhe parecia bem melhor do que suas especulações anteriores, e tencionava deixar o cômodo quando seu olhar cruzou com o do homem apoiado no batente.


O braço de Rayan estava escorado na madeira, e sua testa apoiava-se neste. O cinto da calça já estava frouxo, e a camisa de gola v, já tão reveladora, mostrou-se mais aberta que o costume. Andrômeda sorriu-lhe, o lábio trêmulo, sentindo as pernas fraquejarem quando a mão livre de Rayan deslizou pela parede até encontrar o interruptor, lançando o quarto numa escuridão parcial que abrasou a excitação crescente em seu ventre, iniciada logo que juntou as peças daquele singelo quebra-cabeça.


— Devo confessar que não era o que esperava… — arriscou, o coração batendo tão forte que o som pulsante reverberava nas orelhas; não era a primeira vez que o faziam, tão pouco seria a última, mas Andrômeda não conseguia conter a efervescência que a tomava, inebriando todos os seus sentidos. Inevitavelmente, sempre parecia como a primeira, e seus dedos ansiosos apertavam a barra da saia enquanto ele se aproximava; o ritmo lento de seus passos muito diferente da respiração já afetada, o peito subindo e descendo ritmicamente enquanto o ar parecia ter se tornado mais denso e quente.


— Não? — franziu a tez, por segundos forçando uma expressão entristecida até notar a maneira com a qual Andrômeda se agarrava ao tecido da saia, a ponta das unhas roçando suavemente na pele que se expunha… respirar se tornou cada vez mais difícil, e sua rigidez aos poucos começou a deixar um marco volumoso sob o jeans. Não tinha mais a paciência necessária para o ritmo lento e sensual; sentia urgência, o coração palpitando enquanto num passo já se esticava para ela sobre o colchão, o joelho afundando na maciez deste.


— Não… — ela sussurrou, os dedos ansiosos alcançando o rosto de Rayan, agora descansando entre suas mãos enquanto os polegares de Andrômeda afagavam a barba mal aparada, sentindo a aspereza dos pelos em contraste com sua pele macia. Olhavam-se nos olhos, os lábios à distância de um dedo ao passo em seus corpos lentamente se aproximavam, transmitindo a calidez que os envolvia, consumindo-os à partir de um mesmo ponto — você sempre me surpreende. Desta vez não foi exceção — deixou os lábios rosados roçarem sobre os dele, uma provocação tênue que o fez tremer enquanto envolvia sua cintura.


A respiração de Rayan era quente contra seu rosto, tal como as bochechas de Andrômeda, nas quais ele ainda enxergava o rubor mesmo com a pouca iluminação do cômodo. Enfim envolveram um ao outro, e sem pressa se desfizeram das vestimentas que atrapalhavam o toque pelo qual tanto ansiavam, tão logo permitindo-se explorar cada canto do corpo do outro, do qual conheciam tão bem, e jamais se cansavam.


Andrômeda se encolhia e ao mesmo tempo inclinava-se para seu toque, e da boca entreaberta ameaçavam escapar os primeiros gemidos, ainda inseguros, baixinhos, ansiosos… Rayan não trazia os mesmos receios, e os pequenos espasmos trazidos por cada estímulo eram acompanhados por um grunhido arrastado, fazendo-o fechar os olhos com força, as pálpebras tão apertadas que a visão demorava a se recuperar quando tornava a abri-los.


A urgência que sentia crescia a cada minuto, e não demorou para que a fizesse deitar, seus dedos se arrastando pela barriga de Andrômeda, descendo até alcançarem a virilha. Ela contraiu os músculos, tensa, e Rayan conteve os próprios ímpetos para lhe atiçar, ameaçando tocar-lhe o íntimo úmido e retomando o caminho que trilhara quando estava próximo a fazê-lo. Assim, ela finalmente permitiu-se gemer mais alto em protesto, o corpo se contorcendo sob ele enquanto os pés chutavam o ar, impacientes. Ele compartilhava do sentimento, sentindo o pau inchar e pulsar toda vez que negava o toque, a boca salivando pela vontade de senti-la em seus lábios; doce e quente, enquanto provava cada vez mais os seus fluídos… a mera ideia o deixou arrepiado, e tomou suas coxas entre as mãos num aperto firme, ajoelhando-se no chão enquanto a trazia para a borda da cama.


Andrômeda teve de morder o lábio inferior para conter o gritinho de surpresa, sentindo as pernas tremerem quando Rayan as afastou para pôr o rosto entre elas, a língua não demorando em encontrar seu íntimo já encharcado, pulsando de vontade. Começou pela parte externa, lambendo a extensão dos lábios de baixo para cima, até alcançar o clitóris inchado e latejante. Sorriu para si mesmo, malicioso, antes de deixar apenas a ponta de língua tocar aquela parte tão sensível, circundando-a. Andrômeda afundou as costas no colchão, arqueando os quadris enquanto choramingava com o toque úmido e áspero, ao passo em que continha a avalanche de palavrões que lhe ameaçavam escapar da boca… contorceu-se, apesar das mãos firmes deixarem-na parada o bastante para o que o trabalho de Rayan não fosse interrompido, lento e torturante.


— Filho da mãe — a dita ofensa saiu num rosnado baixo, mas não surtiu efeito algum senão fazê-lo dedicar-se com mais avidez, agora prendendo a pequena circunferência entre os lábios e chupando-a sem pudor, parando vez ou outra para atiçá-la com a língua, ora usando-a para penetrar-lhe.


Rayan erguia os olhos para Andrômeda vez ou outra, cujos dedos já haviam se metido por entre o seu cabelo, agarrando com firmeza toda vez em que ele investia com mais força em suas regiões de maior sensibilidade. Seu rosto se franzia e relaxava enquanto ela ofegava por ar, engolindo seco com muita frequência; naquele ponto, mal ousava abrir os olhos, apenas permitindo-se sentir tudo que ele lhe proporcionava, elogiando-o com a voz trêmula num incentivo para que não parasse; aliás, não era como se tencionasse.


Uma de suas mãos alcançou o seio, o suor já escorrendo por entre ele e seu gêmeo, e apertou-o entre os dedos, tão logo olhando para cima novamente, vendo-a arfar e empurrar os quadris para sua boca. O sorriso malicioso por mais uma vez fez erguer os cantos da boca, e Rayan se afastou dela com a barba molhada de seus fluídos, lambendo os resíduos destes ainda em seus lábios. Seu pau latejava, muito mais quando a olhava daquela maneira tão entregue, tentando recompor-se com a respiração descompassada, os fios de cabelo esparramando-se sobre o travesseiro desordenadamente… teria de escrever sobre aquele momento depois, mas focou-se no próprio desejo por hora, levando uma mão ao membro e acariciando-o gentilmente, o punho fechado ao seu redor enquanto seus olhos vorazes pairavam sobre a boca rosada tão distante de si.


— Minha vez? — Andrômeda riu baixinho assim que notou o encarar profundo, respirando fundo antes de ajoelhar-se, chamando-o para cima da cama com um movimento do indicador.


Foi a vez de Rayan de deitar-se sobre os lençóis macios, fechando os olhos brevemente ao conforto que logo transmutou-se em prazer quando a língua úmida dançou ao redor de seu comprimento, arrancando dele um gemido arrastado enquanto as pálpebras pressionaram-se com força sobre os olhos. Ocorreu-lhe tão logo um único pensamento: não. E assim tratou de abrir os olhos rapidamente, pois queria vê-la, memorizar cada traço do rosto delicado enquanto o levava garganta adentro.


Andrômeda, mesmo mantendo-os curtos, tinha o cuidado de deixar os cabelos de lado, o que não dificultou na concretização de seus desejos, e correu os dedos pelas mechas escuras num suave afago, até que ela enfim tomou a glande entre os lábios, e os dedos de Rayan lhe apertaram firmemente um punhado de cabelo, inconscientemente forçando-a para baixo. Ela, por sua vez, apenas emitiu um riso rouco antes de prosseguir, de início não passando do prepúcio enquanto fazia questão de pressionar a língua com mais força contra o frênulo, vendo-o se contorcer enquanto aos poucos lhe escorria o líquido que antecedia o real orgasmo.


Não deu-se por satisfeita, e enfim levou-o por inteiro, movendo a cabeça para cima e para baixo num ritmo frenético de sucção, onde as paredes quentes e úmidas de sua boca encaixavam-se perfeitamente pau de Zaidi; cujo suave tremer e tensão do corpo a fizeram parar no instante em que notou o quão próximo estava do seu ápice. Rayan arfou, afundando a cabeça no travesseiro enquanto um sorriso deleitado lhe abria os lábios.


— Ainda não — murmurou, provocativa enquanto o polegar circulava a glande intumescida, e abaixava-se para beijá-lo pouco acima da virilha. Ele gemeu, empurrando os quadris para cima.


Andrômeda deixou escapar um risinho, apreciando um dos poucos momentos nos quais conseguia deixá-lo ansioso. Mas, novamente, não se deu por satisfeita. Gostava de vê-lo remexendo-se, impaciente, os clamores já tão afetados que mal se formavam frases coerentes enquanto a incentivava, pedindo por mais. Lhe acendeu então a ideia que os levou a tal situação, todos os propósitos maliciosos escondidos por detrás de tal singela colocação: “Não vai querer ver os que o coelhinho adiantou para você?”


Incapaz de conter o sorriso malicioso que lhe curvava os lábios, voltou a meter a cabeça entre as pernas de Rayan, ignorando o pau pulsante e agora deixando a língua correr pelos testículos, também inchados e mais pesados do que o costume quando veio a lhes apalpar com cuidado. Dedicou-lhes uma atenção especial, levando um de cada vez aos lábios e repetindo o processo de chupá-los, a mão que lhe dava suporte apoiando-se na coxa de Rayan sentindo a temperatura de seu corpo se elevar a cada investida molhada de sua língua.


Parou somente quando ele choramingou pedindo-a que o fizesse, e voltou-se a ele, cuja expressão gravada nas feições a fez sentir uma fisgada no ventre: o cabelo castanho grudava-se à testa com o suor, que se espelhava escorrendo também pelo peito ofegante. Andrômeda passeou as mãos ali, traçando cada músculo aparente e sentindo a aspereza de seus pêlos em contraste com a pele quente e macia por sobre estes. Inclinou-se para o rosto de Rayan e beijou-lhe, o lascivo se unindo a falta de pressa na qual ministrava os movimentos enquanto lentamente ajustavam seus corpos, o dela sobre o dele, compartilhando do calor que os envolviam.


As mãos de Zaidi foram rápidas em encontrar suas nádegas, apertando-as sem pudor enquanto abraçava Andrômeda contra seu corpo, e passaram a esfregar as virilhas em movimentos suaves, regados por seus gemidos aflitos, até que enfim encontrou o caminho para penetrá-la, sem muitas dificuldades deslizando para dentro, estando completamente alheio aos preservativos que ele mesmo outrora comprara para a ocasião.


Suas investidas foram profundas, firmes, e uma das mãos logo espalmou uma das nádegas com aferro, deixando na pele alva a marca dos dedos longos de Rayan. Andrômeda mordeu o lábio, abafando o gemido enquanto mexia-se contra ele, a fricção deixando-na arrepiada e trêmula pelo prazer.


Ambos estavam ruborizados, com a pele morna a compartilhar da temperatura no abraço cálido ao qual estavam envoltos, ofegando por ar ao passo em que gemiam a cada investida escorregadia. Andrômeda não conteve o riso baixinho quando ergueu o tronco, as mãos agora usando o tórax do amante como apoio enquanto remexia os quadris, ela mesma deixando escapar um gemido com a expressão que se apossou das feições de Rayan. Passou a montá-lo, grata pelos anos como bailarina darem-lhe resistência o bastante para que pudesse fazê-lo sem muitos empecilhos, e tão logo voltava ao ritmo frenético, deixando no ar o som de pele batendo contra pele.


Zaidi agora pousou as mãos na cintura fina, apertando a carne entre os dedos enquanto usava do toque para ajudar-lhe no movimento de sobe-desce. Praticamente rosnou, sentindo o corpo ficar cada vez mais tenso enquanto o prazer se acumulava na região da virilha, cada vez mais intenso enquanto parecia mover-se para baixo, fazendo-o inchar dentro dela.


Agarrou a pele com mais firmeza, e pouco ouviu se não as batidas do próprio coração e os gemidos suaves de Andrômeda, curvando-se sobre ele enquanto aproveitava o próprio orgasmo. Mal notou ter fechado os olhos, e quando voltou a abri-los o mundo tinha voltado ao normal, se não pelo zumbido insistente em seus ouvidos e a falta da amante sobre si.


Andrômeda estava no travesseiro ao lado, sorrindo. Ele observou atentamente uma singela gota de suor lhe escorrer por entre seus seios, e puxou-a para um beijo assim que a gotícula lhe escapou de vista. O beijo não muito durou pela dificuldade que já tinham de normalizar a respiração, e acabaram se separando aos risinhos, esparramando os corpos cansados por sobre o cobertor.


♡


Como professor, nem as sextas-feiras lhe traziam muito ânimo, sabendo que o trabalho acadêmico se estenderia ao fim de semana. Mas Rayan arranjava um motivo para se revestir de alegria, e ele sempre usufruía desse motivo assim que pisava os pés em casa, ansioso por sua recepção… mas logo que chegou, não havia ninguém na sala a não ser por ele, as luzes apagadas facilitando a percepção de que o único cômodo que emanava alguma presença era o banheiro da suíte.


Ainda assim, sorriu e apressou-se para o quarto, mesmo que a visão que teve ali o deixasse confuso e deveras preocupado. Andrômeda estava debruçada sobre a pia, os olhos fixos na porcelana. Estava mais pálida que o comum, notara somente pelo reflexo, e rapidamente a envolveu nos braços, beijando-lhe o topo da cabeça.


— Você está bem?


— Eu acho que o coelhinho nos deixou outra surpresa — murmurou enfim, a voz manhosa enquanto se aninhava no corpo dele. Seus dedos o apertaram com força, e Rayan demorou para juntar as peças.


Ao menos até que os olhos enfim repousassem sobre o real objeto ao qual Andrômeda outrora olhava, posto bem ao centro da pia. Uma onda de emoções o acometeu, e abraçou-a com mais força contra o seu corpo.


— Parabéns, papai.


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NOTA FINAL: acabo de postar uma história que pode ser tida como sequência desta, de título 'Anjos de neve'. Espero que gostem.

22. Juni 2020 20:59:42 0 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Das Ende

Über den Autor

amy 高 𝐃 𝐀𝐍 𝐒 𝐄 ⠀𝐌 𝐀 𝐂 𝐀 𝐁 𝐑 𝐄 ⠀ 🐉 ⠀ intp . sonserina . emo & gay

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